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Beji Caid Essebsi tinha 92 anos e foi internado na noite de quarta pela terceira vez no último mês com uma "grave crise de saúde"; ele foi o primeiro presidente eleito democraticamente no país, após a Primavera Árabe

Beji Caid Essebsi, presidente da Tunísia arrow-options
Reprodução/Facebook Beji Caid Essebsi
Beji Caid Essebsi teve uma "grave crise de saúde", segundo informações oficiais

O presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi, morreu nesta quinta-feira (25/07), aos 92 anos. Ele foi o primeiro presidente eleito democraticamente em 2014, três anos após a revolução que desencadeou a Primavera Árabe. Essebsi tinha sido internado na noite de quarta-feira (24) pela terceira vez em um mês, com uma "grave crise de saúde", segundo informações oficiais.

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A chefia de Estado passa a ser exercida interinamente pelo presidente do Parlamento da Tunísia , Mohamad Ennaceur, de 85 anos, que também se encontra em estado de saúde delicado. Enneceur tem três meses para convocar eleições presidenciais.

Membro da aristocracia política que governa o país desde a independência, Essebsi era o segundo chefe de Estado mais velho do mundo, depois da rainha Elizabeth 2ª.

Ele alcançou maior destaque político com a revolução no país que levou em 2011 à queda do ditador Zine el-Abidine Ben Ali.

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Antes, a partir de meados dos anos 1960, fora ministro do Interior, depois da Defesa e do Exterior no governo do líder da independência do país, Habib Bourguiba, tendo ocupado a presidência do Parlamento no início da era Ben Ali, por pouco mais de um ano no começo dos anos 90, antes de permanecer na obscuridade durante a maior parte dos anos 90 e 2000.

Nomeado primeiro-ministro em 2011, logo após a queda de Ben Ali, Essebsi foi eleito presidente três anos depois, se tornando o primeiro chefe de Estado eleito diretamente após as revoltas da Primavera Árabe .

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Eleições parlamentares estão agendadas para ocorrerem em outubro na Tunísia . Já o pleito presidencial está marcado para novembro. É a terceira série de eleições em que os tunisianos estarão aptos a votar livremente depois da revolução de 2011.