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Pelo menos oito pessoas ficaram feridas nos dois atentados; alvo dos ataques eram forças de segurança; autoria ainda não foi reivindicada

Pessoas andando perto da área de atentado na Tunísia; carro alvo de explosão ao fundo
Reprodução/Twitter JavierMartinr1
A primeira explosão aconteceu às 7h da manhã do horário de Brasília

Dois atentados suicidas em Túnis, capital da Tunísia , deixaram uma pessoa morta e ao menos oito feridos nesta quinta-feira (27). A primeira explosão aconteceu no centro da cidade, em frente a uma viatura policial e a segunda, nas proximidades de uma delegacia. Até o momento, ninguém assumiu a autoria dos atentados.

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O primeiro homem-bomba acionou o dispositivo que levava por volta de sete horas da manhã, horário de Brasília, em frente a um carro de polícia, no centro da cidade, a cerca de 200 metros da embaixada francesa. Segundo o ministério do Interior da Tunísia , um policial morreu e quatro pessoas ficaram feridas, sendo um policial e três civis.

O segundo  atentado aconteceu cerca de uma hora depois, no distrito de al-Qarjani, ferindo outras quatro pessoas.


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"Eu estava fazendo compras com a minha filha quando ouvidos uma grande explosão. Depois do ataque, nós vimos o corpo dos terroristas no chão, próximo ao carro da polícia", disse um homem, que se identificou como Mohamed.

O porta-voz do ministério do Interior do país, Sofian Zaak, disse as identidades dos terroristas ainda não são conhecidas e pediu que a sociedade não entre em pânico.

O governo tunisiano tem lutado contra grupos militantes que operam em áreas remotas, próximas à fronteira com a Argélia, desde 2011.

Em 2015, dezenas de pessoas morreram em ataques terroristas, incluindo dois que miravam pontos turísticos, em um museu e em uma praia. Um terceiro ataque teve como alvo a guarda presidencial em Tunis, deixando 12 mortos. O Estado Islâmico assumiu a autoria pelos atentados e as autoridades colocaram o país em estado de emergência. 

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Embora a Tunísia , que terá eleições parlamentares em outubro, seja amplamente vista como a única história de sucesso democrático entre os países da “Primavera Árabe”, o país já teve nove governos diferentes desde a derrubada do líder autoritário Zine El-Abidine Ben Ali em 2011, nenhum deles capaz de lidar com os crescentes problemas econômicos.