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Além da proibição de uso, que teve início no último sábado, quem produzir ou importar pode receber multa de R$ 1,6 milhão e ficar até dois anos na prisão

Sacolas plásticas
Pixabay
Proibição do uso, importação e comercialização das sacolas entrou em vigor no último sábado

Os países africanos têm se juntado para combater o uso dos chamados plásticos de utilização única, como canudos e sacolas plásticas. No último sábado (1), teve início na Tanzânia uma nova lei, que proíbe o uso, importação e comercialização de sacolas plásticas no país. Quem for pego desrespeitando a regra estará sujeito a sanções e até a prisão.

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Com a decisão, a Tanzânia se juntou a outros 29 países do continente que criaram leis para diminuir as quantidades de plástico no meio ambiente. Inclusive, os turistas que desembarcam no país são informados das novas regras e aconselhados e se livrar de qualquer produto plástico ainda dentro do aeroporto.

De acordo com a nova lei , que for pego utilizando sacolas plásticas pode receber multa de até R$ 336 ou passar sete dias na prisão, conforme afirmam os meios de comunicação locais. Além disso, quem produzir ou importar os produtos terá pena mais severa: multa que pode chegar a R$ 1,6 milhão ou uma condenação de até dois anos de cadeia .

A mudança vem transformando o dia a dia da população, e nem mesmo o presidente John Magufuli saiu ileso. Segundo reportagem da BBC, ele foi fotografado enquanto passeava em um mercado de peixes na cidade de Dar es Salaam utilizando uma cesta de palha para realizar suas compras.

"Em alguns anos, nosso país estará livre dos efeitos negativos que as sacolas plásticas trazem ao meio ambiente", afirmou Magufuli.

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Esta não é a primeira vez que o presidente se posiciona contra a poluição. Em 2015, logo depois de ser eleito para o cargo, ele trocou o carro comumente utilizado nas cerimônias celebratórias do país por um que não agride o meio ambiente. Além disso, já foi fotografado retirando o lixo nos jardins da State House, a casa oficial do presidente da Tanzânia .