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Sete pessoas morreram e 21 estão desaparecidas após acidente no rio Danúbio; capitão é suspeito de má conduta e imprudência na condução

Ambulância e bombeiros em frente ao rio Danúbio a noite
Reprodução/Twitter
Sete pessoas morreram e outras 21 seguem desaparecidas após o naufrágio

A polícia húngara prendeu na noite desta quinta-feira o comandante do navio de cruzeiro que atingiu um barco turístico no Rio Danúbio , em Budapeste , provocando a morte de pelo menos sete pessoas e deixando 21 desaparecidas. De acordo com as autoridades, o homem, um cidadão ucraniano residente em Odessa, tem 64 anos e foi identificado como Yurij C. Ele é suspeito de má conduta e imprudência durante a navegação. 

A embarcação Sereia levava 35 pessoas, incluindo 33 sul-coreanos e dois tripulantes húngaros, e  afundou na quarta-feira (29) após se chocar com o barco comandado por Yurij. O navio naufragado foi encontrado nas primeiras horas desta quinta-feira (30) no rio Danúbio próximo da Ponte Margit. Os dois tripulantes húngaros e 19 sul-coreanos continuam desaparecidos. Sete passageiros foram resgatados com vida. O choque em um momento em que o rio estava com correntes muito fortes, porque uma tempestade atingia Budapeste .

Durante uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, a polícia da Hungria exibiu imagens das câmeras de segurança que mostram o momento em que o Sereia, barco de 26 metros de comprimento que transportava os sul-coreanos, colide com o navio de cruzeiro Sigyn, da empresa norueguesa Viking.

"As imagens mostram que antes da colisão, o Sereia girou em direção ao cruzeiro da Viking, por razões desconhecidas. O Viking fez o pequeno barco virar e este afundou em sete segundos", afirmou o coronel da polícia Adrian Pal. "Uma investigação foi aberta por negligência criminal em uma via navegável pública".

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naufrágio aconteceu às 21h15 (16h15 de Brasília) de quarta-feira em uma zona muito popular para as viagens turísticas pelo Danúbio, de onde se pode avistar a cidade e o prédio iluminado do Parlamento.

De acordo com o ministério das Relações Exteriores sul-coreano, 33 cidadãos do país estavam a bordo da embarcação, além de dois guias. Entre os passageiros estava uma menina de 6 anos.

"Sete pessoas foram hospitalizadas em situação estável com hipotermia e sintomas de comoção", disse Pal Gyorfi, porta-voz dos serviços de resgate da Hungria, acrescentando que as buscas continuam ao longo do Danúbio, mas são poucoas as chances de encontrar algum sobrevivente.

Mihaly Toth, porta-voz da empresa proprietária do barco, disse à agência de notícias húngara MTI que a embarcação não tinha problemas técnicos. "Era um passeio turístico de rotina. Não sabemos o que aconteceu. As autoridades estão investigando. Só sabemos que afundou rápido", declarou Mihaly Toth.

Fortes chuvas

Os trabalhos dos mergulhadores à procura dos desaparecidos prosseguiram durante a madrugada em uma ampla zona do rio, indicou Pal Gyorfi. As fortes chuvas que afetaram o país nos últimos dias elevaram os níveis das águas do rio e suas correntes, o que complica os trabalhos de resgate.

O aumento do nível do  Danúbio — atualmente 507 centímetros em Budapeste, segundo as autoridades —, além das fortes correntes e da temperatura da água, entre 10 e 15 graus, dificultam as operações.

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O barco foi encontrado após várias horas de buscas no rio Danúbio , próximo à ponte Marguerite, que liga a cidade antiga — Buda — ao distrito de Peste, segundo a imprensa local. As autoridades bloquearam o acesso à zona da tragédia.