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Australiano de extrema-direita, que matou 50 pessoas em duas mesquitas, precisa de avaliação médica para saber se pode ser julgado, decide juiz

atentado na Nova Zelândia
Reprodução/Twitter
Atentado na Nova Zelândia foi filmado por atirador e transmitido ao vivo pelo Facebook

O terrorista australiano defensor da supremacia branca Brenton Tarrant, apontado como autor do atentado racista no qual  50 muçulmanos foram mortos em duas mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, no último dia 15 de março, vai passar por exames psiquiátricos para se saber se pode ser julgado como um criminoso comum.

Preso desde o ataque, o terrorista participou por vídeo de breve audiência nesta sexta-feira (5) na Nova Zelândia , ainda noite de quinta-feira (4) no Brasil. Nela, o juiz da Alta Corte Cameron Mander ordenou que ele deve ser avaliado por dois especialistas para determinar “se está preparado para ser submetido ao juízo ou é um alienado”.

Inicialmente, Tarrant foi acusado de apenas um homicídio, mas na audiência desta sexta foram apresentadas outras 49 acusações de assassinato, bem como 39 de tentativa de assassinato pelas dezenas de feridos que deixou no atentado . O juiz decidiu ainda que o terrorista deve permanecer preso até 14 de junho para que sejam feitas as avaliações psiquiátricas.

Dois dias depois do ataque, a primeira-ministra da Nova Zelândia , Jacinda Ardern, decidiu  dificultar a comercialização de armas no país e propor mudança nas leis. Além disso, a população local decidiu devolver suas armas de forma voluntária.

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