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Ex-presidente Cristina Kirchner deixou o poder, em 2015, entrou na mira da Justiça e já está respondendo a cinco processos

A ex-presidente da Argentina e senadora Cristina Kirchner prestará nesta terça-feira (18) esclarecimentos ao juiz Sebastián Casanello, nos tribunais de Comodoro, em Buenos Aires, segundo a imprensa local. Ela é investigada no processo sobre lavagem de dinheiro e fuga de capitais, e essa é a segunda vez em menos de 24 horas que a ex-presidente é envolvida em questões judiciais.

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No final da tarde de segunda-feira (17), o juiz federal Claudio Bonadio decretou a prisão preventiva de Cristina Kirchner e outras 41 pessoas envolvidas no processo apelidado de “cadernos de corrupção”, que diz respeito a um esquema complexo de pagamento de propina e desvio de recursos. As acusações envolvem o setor de construção civil e obras públicas realizadas nos mandatos de Kirchner e do marido, já morto, Néstor Kirchner.

Kirchner foi acusada pelo juiz de ser a chefe da associação ilícita, responsável por comandar uma estrutura do Estado para a coleta de fundos ilegais. Entretanto, a ex-presidente é protegida pela imunidade parlamentar e sua perda depende do Congresso argentino.

Desse modo, a prisão de Kirchner só será possível se dois terços dos senadores aprovarem a perda de seu foro privilegiado. Com base em declarações de políticos, apesar da coalizão governista Mudemos ser minoria na Câmara Alta, a possibilidade de os senadores abrirem mão da imunidade da  presidente é mínima.

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Vale mencionar que desde que o escândalo de corrupção veio à tona, no começo de agosto, muitos empresários e ex-funcionários do governo acusados fizeram acordos de delação premiada e reconheceram a existência das propinas e o envolvimento de Cristina e Néstor em esquemas escusos.

No dia 22 de agosto, Bonadio pediu a retirada do foro privilegiado de Kirchner e a sua detenção, além da autorização para realizar buscas em suas propriedades. Um dia depois, a Polícia Federal da Argentina (PFA) fez uma revista no apartamento da ex-líder, em Buenos Aires. 

Ele tem o apoio das bancadas governistas, mas o governo do presidente Mauricio Macri não tem maioria no Congresso. Os senadores oposicionistas só deram quórum para a votação, depois de terem recebido, na véspera, uma carta da própria ex-presidente, aceitando a busca.

Kirchner foi a primeira mulher eleita e reeleita presidente da Argentina, sucedendo o marido e ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2007). Juntos, eles governaram o país ao longo de 12 anos, e desde que ela deixou o poder, em 2015, entrou na mira da Justiça, respondendo a vários processos, sendo a grande parte por corrupção.

Em discurso, a ex-presidente disse ser vítima de perseguição politica e questionou a autenticidade dos “ cadernos de corrupção ”. Trata-se de oito cadernos, usados por um ex-motorista do Ministério do Planejamento, para anotar todas as viagens feitas por ele ao longo de dez anos, para entregar sacolas com milhares de dólares - supostamente propinas pagas por empresários e ex-funcionários do governo, para obter concessões de obras públicas.

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Os cadernos desencadearam uma série de buscas e prisão de ex-funcionários do governo de   Cristina Kirchner   e mais de 20 empresários, muitos dos quais estão fazendo delação premiada.

*Com informações da Agência Brasil

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