Papa diz 'ter medo', pois o mundo está 'no limite para guerra nuclear'

Pontífice iniciou, nesta segunda-feira, sua viagem ao Chile e ao Peru; para o líder religioso, basta um 'incidente qualquer' para ativar o gatilho da guerra
Foto: Instagram / Papa Francisco
Papa Francisco se refere diretamente às farpas trocadas entre os líderes mundiais Kim Jong-un e Donald Trump

O papa Francisco admitiu, nesta segunda-feira (15), que está com medo. O que o líder religioso mais bem protegido do mundo teme é que ecloda, em breve, uma guerra nuclear – o que causaria a destruição de diversos territórios e a morte de milhares de pessoas.

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Segundo o papa Francisco , o mundo está "no limite" e uma guerra pode acontecer a qualquer momento. "Sim, eu tenho medo. Estamos no limite. Basta um incidente qualquer para ativar o gatilho da guerra", disse o líder católico.

"Precisamos destruir as armas, trabalhar para o desarmamento nuclear", pediu o pontífice aos jornalistas que o acompanham, nesta segunda-feira (15), no seu voo para o Chile.

Trump e Kim, a dupla que inspira medo

A declaração do papa se refere diretamente às farpas trocadas entre os líderes Kim Jong-un, da Coreia do Norte, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump .

Afinal, nos últimos meses, Trump e Kim têm inflado seus peitos e atiçado a comunidade internacional, numa disputa incessante sobre que nação tem o maior poder nuclear.

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Além das ameaças orais, testes balísticos feitos pela Coreia do Norte e manobras aéreas dos norte-americanos têm alimentadoa tensão entre os dois países.

Não por menos, até o papa se mostra preocupado com o futuro do planeta. Porque, no fim das contas, o mundo inteiro sofreria com tais ataques. Além disso, nem Trump e nem Kim são conhecidos por sua sensatez.

Atrito com o Irã

Como se não bastasse o conflito com o norte-coreano, Trump também tem se estranhado com o governo do Irã, outro país de alto poder nuclear. 

Na última sexta-feira (12), por exemplo, o presidente dos Estados Unidos afirmou que não irá impor sanções contra o Irã no âmbito do acordo nuclear assinado em 2015, mantendo, assim, o tratado intacto.

No entanto, lançou um ultimato aos signitários europeus: se em 120 dias eles não se sentarem com o presidente para fazer uma revisão do acordo, os EUA podem se retirar do tratado.

Lembrança de Nagasaki

O papa Francisco iniciou nesta segunda uma viagem ao Chile e ao Peru. No avião da Alitalia que o leva até Santiago, o papa aproveitou para distribuir aos demais passageiros uma foto de dois irmãos vítimas do bombardeio atômico em Nagasaki , no Japão, em 1945. A foto foi tirada pelo fotógrafo Joseph Roger O'Donnell.

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* Com informações da Agência Ansa.

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