Tamanho do texto

Em nota enviada por meio de aplicativo, grupo jihadista indicou que seus homens realizaram ações coordenadas; ato deixou ao menos 14 mortos

O grupo jihadista Estado Islâmico afirmou neste sábado (19) que o ataque ocorrido na Espanha teve como alvo "cruzados e judeus". De acordo com a agência de notícias "EFE", o comunicado foi enviado pelo aplicativo de mensagens Telegram. No texto, o EI afirma que vários jihadistas realizaram ataques coordenados em dois grupos. O ato realizado na quinta-feira (17) deixou 14 mortos e 130 feridos.

Leia também: Homem armado com faca deixa oito pessoas feridas no interior da Rússia

O comunicado foi reproduzido pelo SITE Intelligence Group, organização que monitora a atividade de extremistas na internet. Segundo o Estado Islâmico , os autores dos atentados são "soldados do califado". "Os jihadistas do primeiro grupo tiveram como alvo um grupo de cruzados com um veíxulo na rua de La Rambla, em Barcelona", disse o EI. De acordo com a nota, dois agentes que estavam em um posto policial foram atropelados.

Homenagens às vítimas se multiplicam pelo mundo; Estado Islâmico reivindica autoria de atentado
Ansa
Homenagens às vítimas se multiplicam pelo mundo; Estado Islâmico reivindica autoria de atentado

Leia também: Menino de 3 anos e turistas de 34 países: veja as vítimas do ataque em Barcelona

Em seguida, os homens do grupo terrorista teriam realizado uma invasão armada em um bar próximo de La Rambla, "matando e torturando quem estava no seu interior". A informação foi desmentida pela polícia da região. O texto divulgado no aplicativo afirma ainda que o outro grupo de jihadistas atropelou vários cruzados com um veículo em Cambrils, cidade localizada a cerca de 117 km de Barcelona. 

O uso de veículos pesados, como vans e caminhões, tem sido o método mais usado por simpatizantes do EI para cometer ataques na Europa, como nos de Nice, em julho de 2016, de Berlim, em dezembro do mesmo ano, e de Londres, em março e junho de 2017. Os atos desta semana foram os primeiros da milícia na Espanha, que em 2004 já havia sido alvo da Al-Qaeda. Na ocasião, o atentado deixou 192 mortos no sistema ferroviário de Madri. Atualmente, a Espanha participa da coalizão internacional que compate o EI no Oriente Médio.

Alerta conta terrorismo ativado

As autoridades espanholas decidiram manter o alerta terrosista em nível 4 – em uma escala que vai até 5 –, mas as medidas de segurança em zonas turísticas e infraestruturas serão reforçadas, anunciou o ministro do Interior, Juan Ignacio Zoido. Segundo ele, medidas de segurança serão intensificadas em locais e eventos de grande circulação, com "especial ênfase" nas zonas turísticas.

Zoido presidiu a reunião extraordinária da mesa de avaliação da ameaça terrorista e depois foi ao Palácio da Moncloa, sede oficial do Executivo, para informar ao presidente do governo, Mariano Rajoy, sobre esta decisão. Participaram da reunião responsáveis das forças e corpos de segurança do Estado e da inteligência em matéria antiterrorista, além das polícias regionais da Catalunha e do País Basco.

Leia também: Mercosul não reconhece decisão que tira poderes do Congresso venezuelano

Em decisão unânime, a mesa concluiu que a Espanha seguirá em nível de alerta antiterrorista 4 após o ato reivindicado pelo Estado Islâmico e que não irá elevá-lo a 5, o que significaria a presença do Exército nas ruas, ao entender que não existe um risco de "atentado iminente". A última vez que a Espanha ativou o nível 4 de alerta antiterrorista foi em, 26 de junho de 2015 após os sucessivos atentados da Tunísia, França, Kuwait e Somália.

* Com informações de EFE e Ansa.

    Leia tudo sobre: Estado Islâmico
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.