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Kim Jong-un afirmou que, caso Washington mantenha “suas ações perigosas na península coreana”, não hesitaria em tomar uma decisão “importante”

A agência de notícias estatal da Coreia do Norte afirmou que o presidente reviu o plano de atacar a ilha
Reprodução/Twitter
A agência de notícias estatal da Coreia do Norte afirmou que o presidente reviu o plano de atacar a ilha

O presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou nesta terça-feira (15) que irá suspender por tempo indeterminado seus planos de atacar com mísseis a ilha de Guam, no Pacífico, onde os Estados Unidos têm uma base militar. Decisão que sinaliza uma possível redução na tensão entre os dois países, que estava numa escala crescente nas últimas semanas.

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A agência de notícias estatal da Coreia do Norte “KCNA” afirmou que o presidente do país teria feito uma revisão no plano de atacar com quatro mísseis a região a oeste do Japão, e acabou decidindo por suspender a ação, "por enquanto". Ainda segundo as informações norte-coreanas, Kim Jong-un irá avaliar “por um período mais longo” o comportamento dos Estados Unidos antes de reagir.

“Os Estados Unidos deveriam, inicialmente, tomar a decisão acertada e provar, por seu comportamento, que querem reduzir as tensões e evitar um conflito militar perigoso na península coreana”, afirmou o líder asiático.

O presidente norte-coreano ainda afirmou que, caso Washington mantenha “suas ações perigosas na península coreana”, ele não hesitaria em tomar uma decisão “importante” de maneira imediata. O pronunciamento acontece após o anúncio do Secretário de Defesa norte-americano, James Mattis, nesta segunda-feira (14), de que “o jogo começaria” caso o país asiático atacasse territórios americanos.

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Mattis deu uma entrevista coletiva no Pentágono ontem, dizendo que “não se atira em pessoas nesse mundo a menos que possa enfrentar as consequências”. Depois disso, a KCNA divulgou que Kim examinou os planos de atacar a ilha no Pacífico por “um tempo longo junto de seus oficiais”.

Sanções da China

Em meio a um clima de tensão entre os dois países, o governo da China — principal aliada do governo de Pyongyang – anunciou, nesta segunda-feira (14), que vai parar com as importações de uma lista de produtos produzidos pelos norte-coreanos.

O posicionamento da China acontece em respeito às novas sanções aprovadas por unanimidade pela Organização das Nações Unidas (ONU), no último dia 5 de agosto. De acordo com o anúncio, a partir desta terça-feira (15), os chineses não importarão produtos que vão desde o ferro, chumbo e até frutos do mar.

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A nota do Ministério do Comércio, divulgada pela emissora “CGTN”, diz ainda que a importação do carvão continua suspensa até o fim deste ano. Os produtos que chegarem até hoje, no entanto, serão processados e entrarão no país. O governo chinês também aprovou as sanções do Conselho de Segurança da ONU por conta de dois novos testes de mísseis balísticos feitos pelo regime de Kim Jong-un .

Quem também tentou tranquilizar a situação foi o Conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, H.R. McMaster, que destacou que o governo quer "desnuclearizar" a Coreia do Norte e que o risco de um conflito "não está mais próximo do que estava há uma semana".