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Pelo menos duas pessoas e três terroristas foram mortos durante o ataque; grupo extremista reivindicou autoria do atentado nesta quarta-feira (17)

O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado à sede da RTA, no Afeganistão
Reprodução/Youtube
O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado à sede da RTA, no Afeganistão

Três membros do grupo terrorista Estado Islâmico – que atacou nesta quarta-feira (17) a sede da Rádio Televisão Nacional do Afeganistão (RTA) em Jalalabad, capital da província de Nangarhar – foram mortos pelas forças afegãs. Dois civis também morreram durante o ataque, elevando para cinco o número de vítimas fatais no atentado.

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O porta-voz da polícia de Nangarhar, Hazrat Hussain Mashriqiwal, disse que "as forças de segurança estão realizando buscas minuciosas no edifício". Além disso, afirmou que não se sabe ainda quantos terroristas do Estado Islâmico participaram do ataque.

Já o diretor de Saúde Pública da província, Najibullah Kamawal, disse que até o momento deram entrada no hospital estadual 17 feridos e dois mortos. "Os feridos estão fora de perigo, sete deles já até receberam alta após receber os primeiros socorros", disse.

De acordo o porta-voz do governador de Nangarhar, Attaullah Khogyanai, "um número indeterminado de terroristas " iniciou o atentado no local por volta das 10h (hora local) e pelo menos "três explosões" foram ouvidas no interior da sede da emissora.

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A RTA anunciou que homens armados tinham atacado sua sede em Jalalabad, mas até o momento não deu novas informações sobre o caso.

Um funcionário do canal, que pediu anonimato, explicou que vários homens-bomba com bastantes explosivos entraram no local, onde aconteceu uma "violenta" troca de tiros.

Reivindicação do atentado

O grupo terrorista reivindicou o ataque. A reivindicação foi assumida por meio de um comunicado publicado pela agência de notícias Amaq , vinculada aos terroristas, e divulgada por canais jihadistas no Telegram.

O porta-voz dos talibãs, Zabihullah Mujahid, disse que o grupo não tem "nada a ver" com o atentado.

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A província de Nangarhar, fronteira com Paquistão, é uma das mais tensas do Afeganistão e reduto do grupo jihadista Estado Islâmico no país, além de ter uma importante presença dos talibãs.

* Com informações da Agência Brasil.

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