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Todos os funcionários do Instituto de Ciências Médicas da Índia terão aulas de taekwondo diárias a fim de se defenderem da violência crescente no país

O hospital da Índia também tem programas para incentivar os médicos a passarem mais tempo com pacientes
Reprodução/Aiims
O hospital da Índia também tem programas para incentivar os médicos a passarem mais tempo com pacientes

Os médicos de um dos hospitais públicos mais conceituados da Índia receberão aulas diárias de artes marciais, em resposta aos ataques crescentes contra clínicas e centros hospitalares no país. Aproximadamente 1,5 mil profissionais locais do “All India Institute of Medical Sciences” (Aiims, em inglês), em Nova Délhi, aprenderão taekwondo em uma sala de ginástica do hospital todas as manhãs a partir do dia 15 de maio.

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O presidente da associação médica do hospital, Dr. Vijay Gurjar, afirmou que a violência contra os médicos na Índia está crescendo no país e que “o governo não toma as atitudes necessárias para combater isso”.

“Prevenção é melhor do que cura, e se o governo não está fornecendo-nos segurança adequada, então nós teremos de tomar medidas para salvar nossas vidas e órgãos vitais”, defendeu.

De acordo com o “The Lancet Medical Journal”, em um estudo de 2016 realizado em um hospital de Delhi, 40% dos residentes foram expostos à violência no trabalho durante um período de 12 meses. Além disso, a Associação Médica Indiana (IMA, em inglês) afirma que 75% dos médicos do país irão enfrentar violência física ou verbal ao longo de suas carreiras. Ataques a enfermeiros e outros funcionários de saúde também são comuns, contudo menos frequentes.

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Os médicos indianos afirmam que existem muitas razões para esta violência contra a categoria, incluindo a superlotação do sistema público de saúde, o que contribui para o enfraquecimento dos vínculos entre os médicos, os pacientes e suas famílias. Além disso, a corrupção e a sobrecarga de trabalho também influenciam o cenário de maneira negativa.

Em meio a todo esse contexto, os médicos do Aiims decidiram trabalhar vestindo capacetes durante todo o mês passado, em solidariedade aos seus colegas em Mumbai, depois de milhares de profissionais terem sido vítimas de três ataques violentos. De acordo com as testemunhas, em um desses incidentes, 15 pessoas atacaram um médico júnior depois da morte de uma paciente que sofria de falência renal.

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O hospital da Índia também está executando programas de educação para incentivar os médicos a passarem mais tempo com seus pacientes.

*Com informações do "The Guardian"

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