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Programa do Baylor University Medical Center incentivou contato de 70 pacientes com os órgãos, antes de que fossem encaminhados para pesquisas

Pacientes de transplante participam do programa
Reprodução/Daily Mail
Pacientes de transplante participam do programa "De Coração" do Baylor University Medical Center em Dallas, Texas

Um hospital está oferecendo a pacientes que passaram por transplante de órgãos a oportunidade de segurarem seus corações após a cirurgia. Normalmente, o órgão é testado, são feitos os registros e, em seguida, é descartado. Porém, o Baylor University Medical Center, da cidade norte-americana de Dallas, no Texas, acaba de lançar um programa inusitado chamado “De Coração”.

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O programa ofereceu a mais de 70 pessoas a oportunidade de ver e segurar o coração retirado antes que fosse armazenado para ser estudado mais a fundo. Com a experiência, os pacientes puderam mudar a imagem do órgão que tinham anteriormente, já que não é nada semelhante nem no formato e muito menos na cor.

No momento do reencontro, o coração costuma estar acinzentado, fatiado e coberto por uma camada de gordura amarela
Reprodução/Daily Mail
No momento do reencontro, o coração costuma estar acinzentado, fatiado e coberto por uma camada de gordura amarela

Geralmente, quando chega o momento do reencontro, o órgão está acinzentado por causa do formol usado na conservação, fatiado para observação ou coberto por uma camada amarela de gordura. Ainda assim, aqueles que participam do programa se enchem de emoção ao ter em mãos um pedacinho de seus corpos.

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John Bell, um dos primeiros a participar da experiência, descreve o momento como chocante. “Aquele primeiro encontro foi emocionante. Eu não consigo explicar, eu só fiquei emocionado quando pude segurar. Era maior do que eu imaginava e a impressão visual que eu tive no primeiro momento foi que parecia um pedaço de rosbife”.

Dr. Roberts, o idealista

Tudo começou com o patologista cardíaco Dr. William C. Roberts, que guarda todos os corações retirados para estudo desde que começou a trabalhar em Baylor, em 1993. Por mais que o armazenamento de órgãos seja raro por causa de seu alto custo, ele insistiu que era necessário.

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O procedimento pouco ortodoxo permitiu que o médico patologista fizesse a pesquisa mais detalhada sobre doenças cardíacas, reunindo análise de corações obtidos entre 1997 e 2015. Informalmente, ele deixava que os pacientes vissem o órgão, se quisessem. A notícia se espalhou e logo pacientes e médicos pediram para se envolver no projeto. Finalmente, em 2014, o hospital decidiu instaurar o programa “De Coração”.

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