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Em vídeo, eslovaca afirmou que irá matar qualquer praticante da religião que cruze seu caminho, inclusive crianças. Mensagem foi encaminhada à polícia

Depois de ofender e ameaçar muçulmanos, mulher passou a ser investigada e fugiu do país, encontrando abrigo na Finlândia
Reprodução/Youtube
Depois de ofender e ameaçar muçulmanos, mulher passou a ser investigada e fugiu do país, encontrando abrigo na Finlândia

Uma mulher provocou indignação depois de filmar a si mesma urinando e queimando o Alcorão em uma declaração de guerra contra os “parasitas” muçulmanos. Ainda não identificada, a moça é vista no vídeo em frente a uma bandeira da Eslováquia enquanto insulta o livro sagrado.

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A eslovaca fez sua gravação contra muçulmanos em uma floresta de seu país. Ela arranca várias páginas do Alcorão antes de abaixar sua calça e urinar no livro, todo rasgado. Em seguida, joga um líquido inflamável que parece ser gasolina nas folhas soltas e na capa, incendiando o combustível.

Como se o ataque físico ao livro sagrado não fosse suficiente, ela também faz ofensas verbais ameaçando aqueles que são adeptos do Islã em seu país. Falando à câmera, ela chama os devotos a Maomé de parasitas.

“Eu vou caçar vocês, passo a passo. Eu não me importo se você é mulher, criança ou homem. Eu vou matar qualquer um que cruze meu caminho”, disse. “Eu não ligo para acusações criminais. Elas não vão me fazer parar. Eu tenho uma mensagem para todos, inclusive a polícia – ninguém vai me parar”.

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Desde a publicação do vídeo, a polícia local confirmou ter recebido diversas reclamações sobre o a mensagem chocante e acredita-se que uma investigação ao redor do caso já foi iniciada. Foi reportado que a mulher já deixou o país e atualmente está foragida na Finlândia.

Perseguição

Os praticantes do Islã tem sido alvo constante de ódio e generalização, especialmente por causa do grupo terrorista Estado Islâmico. Nos Estados Unidos, o presidente Trump estabeleceu uma restrição migratória para sete países nos quais a religião é predominante.

Felizmente, a restrição logo foi derrubada pelo sistema judicial norte-americano, mas o presidente ainda não desistiu da ideia e pretende continuar tentando implementar o veto migratório e a refugiados.

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Uma pesquisa feita na Europa  mostrou que esse pensamento não é exclusivo a Trump quando 55% dos europeus concordou que a entrada de mais muçulmanos no continente deveria ser barrada. A pesquisa foi feita com dez mil pessoas em dez países diferentes.

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