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Segundo o presidente russo, trégua terá início à meia-noite desta sexta-feira (30); acordo envolve governo sírio, oposição armada, Moscou e Ancara

Síria está imersa em uma guerra civil desde 2011, quando protestos contra Bashar al-Assad ganharam força
Reprodução/Facebook Olympia Restaurant
Síria está imersa em uma guerra civil desde 2011, quando protestos contra Bashar al-Assad ganharam força

A Rússia e Turquia confirmaram nesta quinta-feira (29) que vão garantir o cessar-fogo na Síria . A trégua entrará em vigor a partir da meia-noite de 30 de dezembro, segundo declarou o presidente russo, Vladimir Putin, segundo a agência "Tass".

De acordo com a declaração de Putin, que se reuniu com o ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu, e das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, três documentos foram assinados para tratar do acordo de cessar-fogo na Síria.   

"O primeiro documento foi assinado entre o governo sírio e a oposição armada; o segundo é um sistema de medidas para controlar o regime da trégua enquanto o terceiro é a declaração sobre a disponibilidade para iniciar as conversações de paz a solução do conflito na Síria."

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Rússia e Turquia estão muito envolvidas no conflito sírio, no qual apoiam grupos contrários. Moscou é o principal aliado de Bashar al-Assad, enquanto Ancara defende os rebeldes.

Desde a última semana, representantes do governo turco, russo e do Irã estão debatendo alternativas para por fim aos conflitos no território sírio. O acordo fechado agora não inclui os ataques dos Estados Unidos e da coalizão internacional – incluindo os países europeus.

A cooperação russo-turca permitiu concretizar um cessar-fogo há duas semanas em Alepo e a evacuação de milhares de rebeldes e civis dos bairros rebeldes reconquistados pelo governo.

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Conflitos

A Síria está em meio a uma guerra civil desde meados de 2011, quando o regime do presidente Bashar al-Assad passou a ser alvo de uma série de protestos pró-democracia – eco da chamada Primavera Árabe.

Desde então, mais de 250 mil pessoas foram mortas em diversas regiões da Síria e mais de 10 milhões de sírios foram obrigados a deixar seus lares, de acordo com as Nações Unidas.

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*Com informações da Ansa

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