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O presidente Rodrigo Duterte, que é conhecido por declarações polêmicas, afirmou que já matou pessoa por meio desse 'modus operandi', e repetiria

Desde que o presidente Rodrigo Duterte iniciou a guerra às drogas nas Filipinas em julho, já foram registradas 300 mortes
Facebook/Reprodução
Desde que o presidente Rodrigo Duterte iniciou a guerra às drogas nas Filipinas em julho, já foram registradas 300 mortes

Rodrigo Duterte, presidente das Filipinas, admitiu já ter matado uma pessoa a jogando para fora de seu helicóptero. Não contente com a atrocidade cometida, ele ainda afirmou que repetiria o ato se fosse necessário. Ele ainda alertou que este seu discurso deveria servir como "um aviso a todos os corruptos do país".

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“Se você for corrupto, eu vou te buscar com um helicóptero e vou te jogar para fora, no caminho para Manila [capital das Filipinas ]. Eu já fiz isso antes, por que não faria de novo?”, disse o presidente.  Duterte completou a fala polêmica, afirmando que pediu ao piloto que voasse na altura certa para que a queda do corpo não causasse comoção.

Mais tarde, quando foi questionado novamente sobre o comentário polêmico, desconversou. “Um helicóptero para jogar uma pessoa? E se isso for verdade, eu não vou admitir”. Seu porta-voz, Ernesto Abella, também fugiu do assunto, sugerindo que a história se tornou uma ‘lenda urbana’.

Em outra fala controversa, Duterte afirmou que seis pessoas presas em uma apreensão de mais de meia tonelada de metanfetamina “tiveram sorte” por ele estar fora da cidade quando ocorreu a detenção.

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 “Eles tiveram sorte por eu não estar em Manila naquele momento. Se eu soubesse que tinha tanto ‘shabu’ [metanfetamina] dentro de uma casa, eu com certeza teria matado vocês”, disse. E continuou: “não vamos fazer drama, eu vou atirar em você pessoalmente se ninguém mais o fizer.”

Guerra às drogas

Duterte foi eleito presidente em maio de 2016 depois de prometer eliminar as gangues de drogas do país. Em julho, ele ordenou que os policias capturem ou matem todos os criminosos. “Nós não vamos parar até que o último traficante, o último financiador e o último usuário tenham se rendido ou sido colocados atrás de barras... ou abaixo da terra, se preferir”.

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Desde o início do regime anti-drogas de Duterte, 300 pessoas foram mortas. De acordo com o jornal britânico “The Mirror”, grupos de direitos humanos contabilizam 293 mortes causadas pela polícia, mas é possível que muitas outras pessoas tenham sido assassinadas por gangues.

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