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Pelo Twitter, o presidente eleito dos EUA desqualificou a entidade e ainda disse que as coisas na organização serão "bem diferentes" a partir de janeiro

Donald Trump  já havia dito que
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Donald Trump já havia dito que "em relação à ONU, as coisas serão diferentes depois de 20 de janeiro"

Poucos dias depois da aprovação pela Organização das Nações Unidas (ONU) da histórica resolução contra os assentamentos de Israel na Cisjordânia , o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a instituição, classificando-a como um “clube”.

Em seu Twitter, Trump disse que "as Nações Unidas têm um potencial grande, mas agora é apenas um clube para pessoas se reunirem, conversarem e se divertirem. Triste!". A mensagem foi publicada cinco dias depois da ONU ter aprovado –, por 14 votos a favor, nenhum contra e uma abstenção – a resolução que condena os assentamentos judeus na Cisjordânia, exigindo a sua suspensão imediata.

Em um momento inédito, o país (ainda) liderado pelo democrata Barack Obama foi o único a se abster na votação na última sexta-feira (23), quando a medida foi aprovada. Os Estados Unidos são os maiores aliados de Israel no Ocidente e, como é membro permanente no Conselho de Segurança da ONU, tem o poder de veto. Este, no entanto, não foi usado na ocasião, como é de costume em resoluções que envolvem o país judeu.

Na própria sexta-feira o futuro presidente norte-americano já havia dito que "em relação à ONU, as coisas serão diferentes depois de 20 de janeiro", quando ele assumirá a Presidência dos EUA.

"Supremacia branca"

Além das mudanças na relação com a ONU, Trump ainda terá que lidar com grupos radicais a favor da “supremacia branca” no país: um dos líderes do movimento Alt-right afirmou nesta terça-feira (27) que o republicano irá “desapontar e desiludir” seus apoiadores se se afastar das promessas feitas durante a campanha.

Os ativistas que recentemente fizeram uma saudação nazista ao presidente eleito, dizendo “Hail Trump”, durante um evento em Washington afirmaram que vão se revoltar caso o presidente eleito falhar em atender suas expectativas, segundo o líder do movimento Alt-right Richard Spencer contou ao site “The Guardian”.

A perspectiva de tal “desapontamento” pode servir como uma espécie de consolo para os liberais que temem um aumento de racismo e um “quase fascismo” na Casa Branca com a eleição do republicano. A expectativa de que Trump não cumpra com promessas radicais feitas ao longo da campanha é ainda mais tranquilizadora, já que vem dos próprios analistas de extrema-direita – e não só dos progressistas.

Jared Taylor, um supremacista branco que dirige a revista autodenominada "raça-realista" “American Renaissance”, disse que o presidente eleito já retrocedeu em várias promessas que tinham disparado na campanha para a extrema-direita. "No princípio, por exemplo, ele prometeu expulsar cada imigrante ilegal. Agora ele não está falando disso”.

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Ao contrário do que era esperado pelos apoiadores radicais de Donald Trump, não deve acontecer uma proximidade desses grupos com o governo - mas, sim, devem continuar a exercer um papel de uma “franja política”, ou seja, movimentos como o alt-right não devem chegar perto das escolhas do presidente americano.

* Com informações da Ansa

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