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O "Alt-right” americano prometeu vingança e discórdia se o presidente eleito falhar com promessas da campanha. Veja o que dizem analistas sobre o tema

Donald Trump tem um grande desafio nos próximos quatro anos após tomar posse da presidência dos Estados Unidos
Facebook/ Donald Trump/ Reprodução
Donald Trump tem um grande desafio nos próximos quatro anos após tomar posse da presidência dos Estados Unidos

Donald Trump tem um grande desafio nos próximos quatro anos após tomar posse da presidência dos Estados Unidos, em janeiro de 2017. E, pelo visto, não vai ser fácil para ele agradar – nem seus críticos de sempre – e, muito menos, os grupos radicais a favor da “supremacia branca” no país: um dos líderes do movimento Alt-right afirmou nesta terça-feira (27) que o republicano irá “desapontar e desiludir” seus apoiadores se se afastar das promessas feitas durante a campanha.

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Os ativistas que recentemente fizeram uma saudação nazista ao presidente eleito, dizendo “Hail Trump ”, durante um evento em Washington afirmaram que vão se revoltar caso o presidente eleito falhe em atender suas expectativas, segundo o líder do movimento Alt-right Richard Spencer contou ao site “The Guardian”.

A perspectiva de tal “desapontamento” pode servir como uma espécie de consolo para os liberais que temem um aumento de racismo e um “quase fascismo” na Casa Branca com a eleição do republicano. A expectativa de que Trump não cumpra com promessas radicais feitas ao longo da campanha é ainda mais tranquilizadora, já que vem dos próprios analistas de extrema-direita – e não só dos progressistas.

Jared Taylor, um supremacista branco que dirige a revista autodenominada "raça-realista" “American Renaissance”, disse que o presidente eleito já retrocedeu em várias promessas que tinham disparado na campanha para a extrema-direita. "No princípio, por exemplo, ele prometeu expulsar cada imigrante ilegal. Agora ele não está falando disso”.

Ao contrário do que era esperado pelos apoiadores radicais de Donald Trump, não deve acontecer uma proximidade desses grupos com o governo - mas, sim, devem continuar a exercer um papel de uma “franja política”, ou seja, movimentos como o alt-right não devem chegar perto das escolhas do presidente americano.

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“Seus corações são maiores do que seus cérebros”, analisou o diretor do Instituto Historical Review, organização responsável por estudar o poder judeu-sionista, Mark Weber. “Dizer que desejam ser uma espécie de ‘liderança intelectual’ da presidência é delirante”, completa.

Outros analistas afirmam que o relacionamento do presidente com os grupos de extrema-direita, que representaram forte base para sua eleição, deve servir como uma espécie de termômetro do governo. Além disso, consideram relevante que o republicano observe os movimentos, já que “eles estão preparados para uma grande revolta”.  

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Um dos especialistas também afirmou ao jornal britânico que a falha de Trump em entregar "ossos importantes" aos movimentos de supremacia branca poderia desencadear uma reação violenta. "Acho que a direita está absolutamente preparada para uma revolta. É o que eles fazem.”

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