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Empreiteira brasileira teria pago US$ 33,5 milhões em propina a funcionários públicos do país latino-americano para viabilizar a aprovação de projetos

Governo do Equador determinou em 2008 a expulsão da Odebrecht do país por causa de irregularidades
Reprodução/Google Maps
Governo do Equador determinou em 2008 a expulsão da Odebrecht do país por causa de irregularidades

O governo do Equador declarou nesta segunda-feira (26) que não aceitará "sem provas" as afirmações de funcionários da Odebrecht sobre subornos do grupo brasileiro no país, que teriam totalizado US$ 33,5 milhões.

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"Não aceitaremos, sem provas, as versões de diretores de uma empresa que se declarou culpada de atos de corrupção, e que para atenuá-los, literalmente, negocia sua responsabilidade com a Justiça americana pagando multas bilionárias", declarou o governo do Equador em comunicado divulgado pela Secretaria de Comunicação.

O caso envolve o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. De acordo com as investigações, funcionários públicos equatorianos receberam subornos nos anos de 2007 e 2008, precisamente quando a Odebrecht foi expulsa do país.

O presidente Rafael Correa, no poder desde 2007, determinou a saída da Odebrecht do país em 2008 por irregularidades na construção da hidrelétrica San Francisco. A medida provocou a reação de Brasília, que chamou seu embaixador para consultas entre novembro de 2008 e janeiro de 2009.

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Após um acordo, a Odebrecht retornou ao país em 2010. O único contrato vigente com o governo equatoriano é a construção da segunda fase do metrô de Quito, por US$ 1,538 bilhão. As informações são da Rádio França Internacional.

Propinas desde 2007

O departamento americano de Justiça revelou na quarta-feira passada (21) que a Odebrecht pagou, entre 2007 e 2016, cerca de US$ 33,5 milhões em subornos a funcionários públicos equatorianos, envolvendo a aprovação de projetos em 2007 e 2008.

Após a revelação, a Procuradoria do país realizou uma operação de busca e apreensão nos escritórios da Odebrecht na cidade de Guayaquil. O procurador-geral, Galo Chiriboga, ainda pediu informações aos Estados Unidos, Suíça e Brasil para aprofundar as investigações.

"Podemos afirmar que jamais permitimos qualquer prejuízo ao nosso país. Se houve comportamentos pessoais impróprios, somos os primeiros a querer identificar os responsáveis", declarou o governo equatoriano.

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A Odebrecht e sua filial Braskem aceitaram pagar US$ 3,5 bilhões a Estados Unidos, Suíça e Brasil (o equivalente a R$ 8,5 bilhões) pelo esquema de subornos envolvendo países latino-americanos, entre eles o Equador.


* Com informações da Agência Brasil

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