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Premiê Benjamin Netanyahu convocou embaixadores de países que condenaram a construção de colônias israelenses em territórios palestinos

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu condenou decisão do Conselho de Segurança da ONU
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Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu condenou decisão do Conselho de Segurança da ONU

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, convocou neste domindo de Natal (25) todos os embaixadores dos países que votaram no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) a favor da resolução que condenou as colônias israelenses na Cisjordânia. 

A convocação, articulada com o Ministério das Relações Exteriores de Israel , é um gesto diplomático de descontentamento com a atitude dos países, entre eles China, França, Rússia, Grã-Bretanha, Espanha, Egito, Japão, Ucrânia, Uruguai e Angola.

Nova Zelândia e Senegal não possuem embaixador em Israel, enquanto Venezuela e Malásia não têm relações diplomáticas com o país.

Uma vez que o Natal é celebrado neste domingo, alguns embaixadores não estão em Tel Aviv e enviarão seus vices ou encarregados de negócios. Os Estados Unidos, que se abstiveram da votação, não terão os diplomatas convocados.

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Abstenção dos EUA irrita Israel

Mesmo sem votar, a abstenção dos EUA em não usar seu poder de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas contra a resolução irritou Israel e permitiu que o texto fosse aprovado. A resolução número 2334 foi aprovada na noite de sexta-feira (23), por 14 votos a favor, nenhum contrário e a abstenção dos Estados Unidos. O texto tinha sido apresentado pelo Egito que, por pressão de Israel, tirou-o da mesa do Conselho de Segurança.

Mas Nova Zelândia, Senegal, Venezuela e Malásia se uniram para reapresentar a resolução. De acordo com o texto, Israel tem que parar imediatamente com as construções de assentamentos na Cisjordânia, considerados ilegais pela primeira vez.

As colônias são um dos principais obstáculos para os palestinos assinarem um acordo de paz. "Anteontem, o mundo se uniu ao nosso lado. O que aconteceu não resolve a questão palestina, mas define as bases legais para resolvê-la, já que as colônias são ilegais", comemorou o líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, em Belém.

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*Com informações da Agência Brasil e da agência de notícias Ansa

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