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Regiões próximas a Mosul foram retomadas dos extremistas neste ano; com isso, cristãos puderam voltar a comemorar a data, mesmo que com cicatrizes

Menino comemora o Natal em Belém. Hoje, muitos cristãos podem fazer o mesmo no Iraque
Reprodução/JPost
Menino comemora o Natal em Belém. Hoje, muitos cristãos podem fazer o mesmo no Iraque

Muitos brasileiros concordam que 2016 não foi fácil. No entanto, mesmo que essa opinião tenha sido compartilhada por pessoas de muitos países no decorrer deste ano, há quem esteja feliz como não ficava a muito tempo e emocionado por estar comemorando este Natal.

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Neste sábado (24), centenas de cristãos iraquianos se reuniam em Bartella, uma cidade localizada na planície de Nínive, ao Norte do país e retomada recentemente do Estado Islâmico, para comemorar o Natal pela primeira vez desde 2013. As informações são do Jerusalem Post.

Em agosto de 2014, a cidade foi esvaziada durante uma incursão do grupo terrorista em grande parte do Iraque e na Síria. A região, que foi lar de milhares de cirstãos sírios, foi recuperada logo nos primeiros dias da  ofensiva contra o Estado Islâmico, iniciada em outubro deste ano. 

De acordo com o jornal, antes de iniciar uma cerimônia de véspera de Natal na – parte que restou da – igreja Mar Shimoni, o bispo Mussa Shemali disse que sentia "um misto de tristeza e alegria". "Estamos tristes em ver o que foi feito aos nossos lugares sagrados, mas, ao mesmo tempo, estamos felizes em celebrar nossa primeira missa em dois anos", afirma.

A região continua sem os serviços básicos e com muitos edifícios que ainda relembram as batalhas entre o Estado Islâmico e o exército iraquiano. No entanto, com o tempo, deverá ser repovoada e voltar a funcionar como uma cidade comum. Mesmo apesar das cicatrizes.

"Este é o melhor dia da minha vida. Pensei que jamais viria para cá", disse Shrook Tawfiq, uma dona de casa de 52 anos que foi deslocada para a cidade curda de Erbil.

Ofensiva no Iraque

A ofensiva para retomar Mosul começou no último dia 17 de outubro, mas foram necessárias duas semanas para que o Exército conseguisse entrar na cidade, que fica no Norte do país e é considerada a capital do "califado" de Abu Bakr al Baghdadi.

A conquista do município, em 2014, foi determinante para a ascensão do grupo terrorista, assim como sua retomada é crucial para derrotar o grupo. As tropas que lutam para tirá-la dos jihadistas reúnem 80 mil soldados, entre forças curdas, divisões do Exército e milícias xiitas.

Existe o temor de que os combates contra o Estado Islâmico em Mosul gerem uma crise humanitária sem precedentes. 

Estima-se que mais de um milhão de pessoas não possam comemorar o Natal por viver em áreas da cidade que permanecem sob controle militante, complicando os planos de guerra do exército iraquiano e da coalizão liderada pelos Estados Unidos , que fornece apoio aéreo e terrestre. 

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