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Mãe do suspeito, Nour Elhouda Hassani, afirmou que o filho Anis Amri não era terrorista e pede respostas aos governos da Alemanha e da Tunísia

Em vídeo divulgado por site filiado ao Estado Islâmico, o tunisiano aparece jurando fidelidade ao líder do grupo extremista
Reprodução/ CNN
Em vídeo divulgado por site filiado ao Estado Islâmico, o tunisiano aparece jurando fidelidade ao líder do grupo extremista

O ministro do Interior da Tunísia afirmou que três pessoas foram presas no País por ligação com o suposto terrorista de Berlim. Entre eles está o sobrinho de Anis Amri,  morto nesta sexta-feira (23) em Milão, na Itália.

De acordo com reportagem da CNN, entretanto, Amri teria agido sozinho durante ataque a um mercado de Natal em Berlim, que deixou 12 mortas na última segunda-feira (19). Autoridade afirmou que o jovem de 24 anos carregava apenas mil euros quando entrou em confronto com policiais italianos, além de uma escova de dentes e uma espuma de barbear. Ele não tinha celular ou documento de identidade e estava vestindo três calças.

Em vídeo divulgado por site filiado ao Estado Islâmico, o tunisiano aparece jurando fidelidade ao líder do grupo extremista, Abu Bakr al-Baghdadi. Ele também diz que aqueles que estão bombardeando os muçulmanos serão mortos.

“Ele não era um terrorista”

A mãe do suspeito, Nour Elhouda Hassani, afirmou em entrevista à rede norte-americana que seu filho não era um terrorista. “Quando ele me telefonava, era brincalhão e sempre ria. Ele não era um extremista, era como qualquer outro jovem por aqui.”

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Nour pediu ainda respostas pelo morte de Amri. “Eu quero que os governos da Tunísia e da Alemanha me digam o que aconteceu com meu filho. Queremos a verdade. Por que o mataram? Ele era um suspeito. Poderiam ter conseguido mais informações se o tivessem capturado vivo.”

Ataque

Ao menos 12 pessoas morreram e 48 ficaram feridas após um caminhão invadir um mercado de natal em Berlim, capital da Alemanha, no início da última semana. O veículo atingiu uma parte da rua que estava totalmente interditada para o tráfego.

Nas redes sociais, diversas pessoas postaram vídeos e fotos do incidente e é possível ver diversas barracas destruídas pelo impacto.

A diretora do portal "Site", que monitora as atividades dos extremistas na internet, Rita Katz, informou que o grupo terrorista Estado Islâmico tinha dado "instruções" para realizar ataques em mercados de Natal. Katz ainda lembra que o EI reivindicou o atentado ocorrido em Nice, em 14 de julho deste ano, que teve mecanismo semelhante.

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