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Segunda maior cidade do país era controlada por grupos terroristas; vitória do regime de Assad ocorre após um mês de violentos bombardeios ao local

Cidade de Alepo, na Síria, está em ruínas em razão dos bombardeios entre o regime de Bashar Al-Assad e opositores
Civil Defense Idlib
Cidade de Alepo, na Síria, está em ruínas em razão dos bombardeios entre o regime de Bashar Al-Assad e opositores

O regime sírio retomou nesta quinta-feira (22) o controle total de Alepo, a segunda maior cidade do país, conquistando a sua maior vitória frente aos rebeldes desde o início da guerra, em 2011. As informações são da rede "Al Jazeera".

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"Graças ao sangue dos nossos mártires e aos sacrifícios das nossas valorosas forças armadas, assim como das forças auxiliares e aliadas (...), o estado-maior das forças armadas anuncia o retorno da segurança a Alepo, após sua libertação do terrorismo e dos terroristas e da saída daqueles que ali permaneciam", anunciou o exército da Síria em um comunicado.

O texto ainda indica que a vitória e reconquista do território representa uma "guinada estratégica na guerra contra o terrorismo", além de "reforçar a capacidade do exército sírio e seus aliados a vencer a batalha contra os grupos terroristas e estabelece as bases de uma nova fase para tirar o terrorismo de todo o território da República Árabe Síria", defende o texto.

O anúncio foi feito depois da saída do último comboio de rebeldes e civis do leste de Alepo, ex-reduto rebelde da metrópole, que caiu após um mês de uma violenta campanha de bombardeios aéreos e terrestres.

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Ao perder seu bastião, transformado em ruínas após os violentos bombardeios, os rebeldes sofreram seu pior revés desde o início da guerra. 

Mais cedo, a Cruz Vermelha disse que mais de quatro mil combatentes haviam deixado as áreas mantidas pelos rebeldes da cidade nos "últimos estágios" da evacuação. O acordo de evacuação foi negociado pela Rússia, que lançou ataques aéreos em apoio ao regime de Assad no ano passado, e a Turquia, que tem apoiado alguns grupos rebeldes.

Bombardeios russos

O posicionamento da Rússia foi muito criticado pelos países ocidentais, já que a ideia ali era combater grupos que lutavam contra o presidente, ao qual chamam de ditador, e não de destruir grupos terroristas. No entanto, o mandatário sempre contou com o apoio de seu homólogo, Vladimir Putin, em todos os momentos.

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Os ataques na Síria também provocaram cenas trágicas, com a morte de milhares de pessoas nos ataques – mais de 310 mil foram mortas desde o começo do confronto – e o impedimento para que a ajuda humanitária conseguisse chegar à cidade sitiada pelo governo.

*Com informações da Al Jazeera, Agência Brasil e Ansa.

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