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Mandatário russo falou sobre o tema nesta quinta (22) e, pouco depois, presidente eleito dos EUA também indicou que deseja investir em armas

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou  que o país deverá “expandir” sua capacidade nuclear
Divulgação
O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país deverá “expandir” sua capacidade nuclear

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (22) que o país deverá “expandir” sua capacidade nuclear nos próximos anos. O anúncio do republicano acontece no mesmo dia em que o presidente russo Vladimir Putin ordenou um “reforço” no mesmo setor em território da Rússia.

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Em mensagens no Twitter, Donald Trump afirmou que “os EUA devem reforçar e expandir muito sua capacidade nuclear até que o mundo tome consciência das armas nucleares”. Nesta quinta, o presidente eleito se reuniu com membros da equipe de Inteligência e da Segurança no país.

Já o mandatário russo, que levantou o assunto de armamento nuclear nas primeiras horas desta quinta, afirmou que é urgente “reforçar a capacidade militar das forças nucleares estratégicas, sobretudo com a ajuda de sistemas de mísseis capazes de atravessar sistemas de defesa antimísseis existentes ou futuros". Ele fez a declaração logo depois de realizar uma reunião com militares do país.

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Segundo a ONG "Arms Control Association", atualmente, os norte-americanos possuem 7,1 mil armas nucleares contra 7,3 mil dos russos. As declarações evidenciam a constante tensão entre os dois governos, uma marca durante a gestão de Barack Obama, e apontam para um 2017 ainda mais conflituoso entre duas das mais poderosas nações do mundo.

“Amizade” entre mandatários

Putin apareceu desolado no velório do embaixador russo que foi morto na Turquia nesta quinta-feira (22)
Reprodução/Twitter
Putin apareceu desolado no velório do embaixador russo que foi morto na Turquia nesta quinta-feira (22)

O clima entre os dois países parece esquentar, especialmente por causa de tensões envolvendo pautas importantes, como a guerra na Síria. As relações políticas entre os dois maiores adversários mundiais na História não parecem “apaziguar”, ao contrário do que foi especulado durante a corrida eleitoral dos Estados Unidos e a potencial vitória do candidato republicano.

No período eleitoral, houve bastante expectativa acerca da possibilidade de uma aproximação entre os dois países, já que Vladimir Putin e Donald Trump chegaram a trocar elogios – e o presidente da Rússia, inclusive, chegou a enviar seu apoio de maneira pública.

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Além disso, na ocasião do anúncio da vitória do candidato republicano, Putin comentou que, finalmente, “as relações entre o seu país e os EUA poderiam sair da crise”. O mandatário russo enviou um telegrama de parabenização a Donald Trump, o 45º presidente eleito do país norte-americano.

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