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Altintas trabalhou na segurança pessoal de Erdogan oito vezes desde a tentativa de golpe de Estado sofrida pelo presidente turco em julho

Atirador disparou contra o embaixador durante o discurso de abertura de uma exposição
Reprodução/Twitter
Atirador disparou contra o embaixador durante o discurso de abertura de uma exposição

O homem que assassinou o embaixador russo, Andrei Kharlov, em Ancara, na última segunda-feira (19), fez parte da equipe de segurança do presidente turco Recep Tayyip Erdogan em pelo menos oito situações. As informações foram divulgadas pela mídia local.

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O policial Mevlüt Mert Altintas, de 22 anos, matou Kharlov com nove tiros, emfrente às câmeras, durante o discurso do embaixador na abertura de uma exposição de arte no Contemporary Arts Center, no centro da capital da Turquia. Altintas foi morto logo em seguida, pela polícia.

O jornal turco  Hürriyet publicou, nesta quarta-feira (21), que Altintas trabalhou na segurança pessoal de Erdogan oito vezes desde a tentativa de golpe de Estado sofrida pelo presidente turco em julho deste ano.

"Ele foi membro da equipe que garante a segurança do presidente", noticiou o jornal. 

Depois de balear o embaixador, Altintas gritou “Alá é grande” e afirmou que seu ato foi uma espécie de vingança pelo que acontece em Alepo, na Síria, que está a ponto de ser totalmente tomada pelo regime sírio com o apoio das forças armadas russas.

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Nesta terça-feira (20), os pais e a irmã do atirador foram detidos junto a outras três pessoas. Dessas três, duas também são familiares de Altintas e a terceira dividia uma residência com ele em Ancara. 

Putin tem reação estrategista a atentado 

Ainda na segunda, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou o crime como "sabotagem". "O crime cometido é, sem dúvida, uma provocação com objetivo de sabotar a normalização das relações russo-turcas. E também do processo de paz na Síria, que está sendo promovido de forma ativa pela Rússia, Turquia e Irã, assim como outros países, interessados na solução do conflito sírio", disse.

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O pronunciamento do presidente russo aconteceu durante uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. "A única resposta possível [para a morte do embaixador] é o aumento dos esforços no combate contra o terrorismo. Os bandidos sentirão isso na pele", concluiu Putin.

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