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Enquanto os líderes americanos reagem de diferentes maneiras ao atentado, autoridades europeias caminham na mesma direção: foco em segurança

Trump e Obama reagiram de formas diferentes ao atentado terrorista em Berlim
iG São Paulo
Trump e Obama reagiram de formas diferentes ao atentado terrorista em Berlim

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuiu a culpa do atentado terrorista que ocorreu na noite desta segunda-feira (19), em Berlim , a "terroristas islâmicos".

"Os nossos corações e orações estão com os entes queridos das vítimas do terrível ataque terrorista de hoje em Berlim", afirmou Trump por meio de um comunicado. "Vítimas inocentes foram assassinadas nas ruas quando se preparavam para celebrar a festa de Natal", continuou.

"O Estado Islâmico e outros terroristas islâmicos continuam a massacrar cristãos nas suas comunidades e locais de culto como parte da sua jihad", relacionou. "Estes terroristas e as suas redes regionais e mundiais precisam ser erradicados da face da Terra, uma missão que vamos executar com todos os parceiros amantes da liberdade", finalizou.

Apesar da declaração do republicano, ainda não existem garantias de que o grupo terrorista Estado Islâmico tenha alguma relação com o ataque. O grupo nem mesmo reivindicou a autoria do ataque.

Na posição de atual presidente norte-americano, Barack Obama preferiu não tirar conclusões e telefonou para a chanceler alemã Angela Merkel, nesta terça-feira (20), para oferecer todo o apoio que o país precisar para o esclarecimento do atentado terrorista.

VEJA AINDA:  O que se sabe até agora sobre o ataque com caminhão que matou 12 em Berlim

Em comunicado emitido pelo governo alemão, foi informado que Obama transmitiu suas condolências a Merkel, seus pêsames aos familiares das 12 vítimas fatais e seus desejos de recuperação às 48 pessoas que estão feridas.

Merkel visita local do atentado

Merkel visitou a praça Breitscheidplatz, em Berlim, que foi palco do atentado terrorista. Nesta terça, um caminhão foi jogado contra o público que estava no mercado de Natal da capital alemã e matou 12 pessoas. Outras 48 estão gravemente feridas.

Merkel foi até o local na companhia do ministro do Interior e do ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Thomas de Maizière e Frank-Walter Steinmeier, além do prefeito de Berlim, Michael Mueller.

Europa reforça segurança para as festas

Depois do atentado em Berlim, na Alemanha, e o assassinato do embaixador russo em Ancara, na Turquia, ambos ocorridos nesta segunda (19), os países europeus reforçaram seus esquemas de segurança para as festas de fim de ano.

Na Itália, a segurança das principais feiras natalinas da Itália foi reforçada. A segurança nos mercados também foi reforçada com agentes de Milão e Padova. Segundo as autoridades, mais 50 soldados serão acrescidos nas fronteiras das cidades.

Em Londres, a Scotland Yard anunciou que revisará os seus planos de segurança durante o período das festividades. Já na França, onde é mantido o estado de emergência por ameaça terrorista desde os atentados de 13 de novembro de 2015, as operações continuam e o governo francês anunciou reforços policiais extras.

Os mercados natalinos são considerados os principais alvos de atentados terroristas  no mês de dezembro na Europa. Em novembro, as autoridades francesas prenderam sete pessoas suspeitas de planejarem um atentado terrorista.

* Com informações da Agência Ansa.

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