Tamanho do texto

Um dos suspeitos é um paquistanês de 23 anos; autoridades internacionais lamentam a tragédia que deixou pelo menos 12 mortos e 48 feridos

No Twitter, a polícia de Berlim informou que o balanço é de 12 mortos e 48 pessoas feridas em hospitais
Reprodução/Twitter
No Twitter, a polícia de Berlim informou que o balanço é de 12 mortos e 48 pessoas feridas em hospitais

Nesta terça-feira (20), as autoridades da Alemanha tentam encontrar o autor do ataque contra um mercado de Natal em Berlim, que deixou 12 mortos e 48 feridos  na noite desta segunda-feira (19), quando um caminhão foi jogado contra o público. A chanceler alemã, Angela Merkel, confirmou, em um pronunciamento, que o ataque foi um ato terrorista.

De acordo com o jornal Bild , um paquistanês de 23 anos que teria chegado à Alemanha em fevereiro pela rota balcânica é um dos suspeitos. Mas, nas últimas horas, a imprensa local também cogitou que o caminhão em Berlim estava sendo dirigido por um checheno.

Segundo o Bild , o paquistanês teria abandonado o caminhão após o ataque, fugindo na direção leste de Berlim. O homem teria atravessado a pé o parque Tiergarten, no centro da cidade, e teria sido interceptado pela polícia, que recebeu alertas de moradores da região, a uma distância de 1 quilômetro da Praça Breitscheidplatz, onde tinha sido montado o mercado de Natal.

O jornal Die Welt informou na manhã desta terça que uma unidade especial da polícia invadiu, por volta das 4h locais, um hangar do antigo aeroporto de Tempelhof, onde há cerca de um ano funcionou um grande campo de refugiados.

"No momento, não quero usar a palavra atentado, apesar dos muitos indícios", disse mais cedo  o ministro do Interior da Alemanha, Thomas de Maizière. "Deixemos que os investigadores façam seu trabalho".

No Twitter, a polícia de Berlim informou que o balanço é de 12 mortos e 48 pessoas feridas em hospitais, a maioria em condições graves. Mantendo a cautela, a polícia também usou a expressão "possível ataque terrorista", pois as primeiras informações dizem que o caminhão foi lançado "deliberadamente contra a multidão", excluindo a possibilidade de um incidente.

RELEMBRE:  Quatro ataques em uma semana: por que a Alemanha virou a bola da vez?

Nesta terça de manhã, as autoridades removeram o caminhão do local do ataque, que fica em uma praça entre duas avenidas de médio porte. De acordo com a imprensa polonesa, o caminhão foi roubado por volta das 16h locais desta segunda.

O GPS do automóvel indica que, naquele horário, o aparelho foi desligado várias vezes e, depois, removido do carro. O caminhão tinha passado pela Itália e transportava estruturas de aço que deveriam ser descarregadas em Berlim. A empresa de transporte responsável pelo caminhão tem sede na cidade de Estetino, no Nordeste da Polônia, em uma zona que faz fronteira com a Alemanha.

Autoridades lamentam o ataque

O governo dos Estados Unidos lamentou, ainda na noite desta segunda, o que chamou de "aparente ataque terrorista". "Condenamos da maneira mais forte aquele que parece ser um atentado terrorista em um mercado de Natal, em Berlim. Entramos em contato com as autoridades alemãs e estamos prontos para fornecer assistência", disse em nota a Casa Branca.

"A Alemanha é um de nossos aliados mais fortes e próximos. Nós estamos com Berlim na luta contra aqueles que miram o nosso modo de viver e ameaçam nossa sociedade", acrescenta a mensagem do governo norte-americano.

E MAIS:  Vídeo mostra momento de ataque com caminhão em Nice

O presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, informou que telefonou para a chanceler alemã, Angela Merkel, a fim de expressar suas condolências pelos "trágicos eventos".

O presidente da França, François Hollande, divulgou nota afirmando que os "franceses compartilham o luto dos alemães perante essa tragédia que atinge a Europa inteira".

Mais cedo, o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, havia lamentado a tragédia. "Dor pela tragédia de Natal em Berlim. Estou próximo a Angela Merkel e a todo o povo alemão", escreveu em sua conta no Twitter.

* Com informações da Agência Brasil.

    Leia tudo sobre: estado islâmico
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.