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Caso seja eleito nas próximas eleições, presidente boliviano cumprirá mandato até 2025, completando 20 anos desde que foi eleito pela 1ª vez

José Lirauze/ABI
José Lirauze/ABI/Fotos Públicas
José Lirauze/ABI

Evo Morales, presidente da Bolívia, pretende disputar o quarto mandato nas eleições 2019. Apesar de um referendo em fevereiro ter determinado que sua candidatura não seria uma possibilidade, Morales tem o apoio de seu partido, o Movimento ao Socialismo (MAS), nesta decisão.

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Depois de ter sua candidatura aprovada por unanimidade em congresso do partido, Evo Morales diz estar pronto para a disputa. "Se o povo decidir, Evo continua. Nenhum problema. Vamos derrotar a direita. Tantas vezes derrotamos a direita. Temos confiança nos movimentos sociais”.

Caso vença as eleições, o mandato de Morales será encerrado em 2025, completando 20 anos desde sua primeira eleição, em 2005.  Na ocasião, recebeu 54% dos votos. Em sua segunda eleição, em 2009, venceu por 64% e mais recentemente, em 2014, foi eleito com 61% dos votos.

Mesmo estando no poder há tanto tempo, a pesquisa de opinião mais recente indica que Evo Morales tem 49% de popularidade. Em seu governo, critica a política econômica dos Estados Unidos e se declara amigo de Cuba e de governos do “socialismo do século 21” na região como Equador, Nicarágua e Venezuela.

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Sobre o referendo, Morales diz que o resultado é baseado em mentiras. O resultado acirrado foi obtido depois da divulgação da existência de um suposto filho do presidente com a representante de uma empresa chinesa que tem contratos milionários com o governo. "Vamos nos ver nas urnas, nas eleições, mas que não nos manipulem com mentiras", disse ele.

Alternativas

De acordo com recomendação feita no congresso do MAS, existem "quatro alternativas legais para habilitar a candidatura dentro da via constitucional". A primeira seria a reforma de parte da Constituição Política. Essa medida ocorreria por meio de iniciativa popular, com assinaturas equivalentes a 20% do padrão eleitoral.

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A segunda opção seria uma reforma constitucional para permitir a reeleição de autoridades por mais de um período de forma contínua. A terceira recomendação seria a renúncia de Evo Morales antes de 2019, para que seu mandato atual seja concluído antes do esperado. A quarta e última alternativa é a habilitação a um novo mandato através da interpretação da Constituição Política do Estado.

* Com informações de Agência Brasil.

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