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Anúncio do governo sírio acontece um dia depois de um ataque a um comboio de civis; pelo menos uma pessoa morreu e outras quatro se feriram

A queda de Aleppo, que marcará o fim de quatro anos de rebelião na segunda maior cidade da Síria, é vivida na Europa como um momento de incerteza
Reprodução/Facebook Olympia Restaurant
A queda de Aleppo, que marcará o fim de quatro anos de rebelião na segunda maior cidade da Síria, é vivida na Europa como um momento de incerteza

O governo da Síria anunciou, nesta sexta-feira (16), a suspensão da evacuação dos moradores em Alepo, cidade tomada pelo regime sírio, por uma suposta violação do cessar-fogo por grupos rebeldes.

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O anúncio acontece um dia depois de um comboio que transportava civis em Alepo ser atacado por milícias governistas. Pelo menos uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas.

De acordo com o governo, os milicianos bloquearam as saídas de duas áreas e os civis, que estão em ônibus, estariam sob fogo cruzado.

O Centro russo para a Reconciliação, que atua ao lado de Assad, anunciou que "nove comboios com 6.462 pessoas, entre as quais três mil milicianos e 301 feridos" já deixaram a cidade. Segundo as Nações Unidas, mais de 50 mil pessoas ainda estão "presas" em Alepo.

A situação é confusa na região, já que Assad afirma que ela voltou para as mãos do governo, mas os combates não cessam.

Segundo a agência estatal turca Anadolu, ainda nesta quinta-feira, outro comboio foi forçado a voltar atrás após disparos de milícias iranianas que lutam ao lado do regime de Bashar al Assad. Ainda de acordo com a Anadolu, o ataque teria deixado quatro mortos. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, é adversário de Assad no tabuleiro da Guerra da Síria.

Na última terça (13), chegou a ser anunciado um cessar-fogo para permitir a retirada de civis da cidade, mas a trégua foi violada no dia seguinte, bloqueando a evacuação . Vários ônibus que já estavam prontos para entrar na cidade ficaram do lado de fora do município, esperando autorização para o resgate.

Alepo sofre desde 2012

Tomada por rebeldes em 2012, Alepo é alvo de uma operação de reconquista por parte do governo Assad, que é apoiado pela Rússia, pelo Irã e pelo grupo xiita Hezbollah.

Os rebeldes controlavam a parte leste da cidade, que foi quase totalmente recuperada por Damasco. No entanto, civis ainda estão presos nas poucas zonas que permanecem nas mãos dos adversários de Assad.

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A retomada de Alepo é um importante ponto de virada na Guerra da Síria, já que o regime de Assad voltará a ter em suas mãos os principais municípios do país. No entanto, muitas áreas continuam dominadas por rebeldes ou pelo grupo terrorista Estado Islâmico.

* Com informações da Agência Ansa.

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