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Pelo menos uma pessoa foi morta e outras quatro ficaram feridas; oficial do exército disse que retirada de civis recomeçará "a qualquer momento"

A queda de Aleppo, que marcará o fim de quatro anos de rebelião na segunda maior cidade da Síria, é vivida na Europa como um momento de incerteza
Reprodução/Facebook Olympia Restaurant
A queda de Aleppo, que marcará o fim de quatro anos de rebelião na segunda maior cidade da Síria, é vivida na Europa como um momento de incerteza

A evacuação de civis em algumas áreas no leste de Alepo, cidade tomada pelo regime sírio, recomeçou nesta quinta-feira (15) depois da instauração de uma nova trégua. No entanto, um comboio que estava fazendo o trabalho foi atacado por milícias governistas.

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Segundo uma fonte citada pela emissora Al Jazeera , o ataque ao comboio em Alepo deixou uma pessoa morta e quatro feridas. 

Na última terça (13), chegou a ser anunciado um cessar-fogo para permitir a retirada de civis da cidade, mas a trégua foi violada no dia seguinte, bloqueando a evacuação. Vários ônibus que já estavam prontos para entrar na cidade ficaram do lado de fora do município, esperando autorização para o resgate.

Os disparos desta quinta-feira indicam que a evacuação na cidade, uma das maiores da Síria, ainda não começou. Segundo a agência estatal turca Anadolu , outro comboio foi forçado a voltar atrás após disparos de milícias iranianas que lutam ao lado do regime de Bashar al Assad.

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Ainda de acordo com a Anadolu , o ataque teria deixado quatro mortos. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, é adversário de Assad no tabuleiro da Guerra da Síria.

Ainda assim, um oficial do exército de Damasco comunicou que a retirada de civis pode começar "a qualquer momento".

Cidade controlada pelo regime sírio

Tomada por rebeldes em 2012, Alepo é alvo de uma operação de reconquista por parte do governo Assad, que é apoiado pela Rússia, pelo Irã e pelo grupo xiita Hezbollah.

Os rebeldes controlavam a parte leste da cidade, que foi quase totalmente recuperada por Damasco. No entanto, civis ainda estão presos nas poucas zonas que permanecem nas mãos dos adversários de Assad.

Nesta quinta, o Ministério da Defesa da Rússia disse que milicianos e suas famílias também serão evacuados, sob ordem do presidente Vladimir Putin, da Rússia.

Para isso, serão disponibilizados 20 ônibus e 10 ambulâncias, que seguirão por um corredor humanitário até Idlib. A expectativa de Moscou é que a situação na cidade esteja resolvida até o fim desta semana.

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A retomada de Alepo é um importante ponto de virada na Guerra da Síria, já que o regime de Assad voltará a ter em suas mãos os principais municípios do país. No entanto, muitas áreas continuam dominadas por rebeldes ou pelo grupo terrorista Estado Islâmico.

* Com informações da Agência Ansa.

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