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Mensagem de enfermeira comoveu internautas de todo o mundo. Outras mulheres teriam se matado para fugir da violência do exército de Assad

Um cessar-fogo foi decretado nesta terça-feira (13), porém bombardeios já atingiram a cidade de Alepo nesta quarta
Reprodução/Facebook Olympia Restaurant
Um cessar-fogo foi decretado nesta terça-feira (13), porém bombardeios já atingiram a cidade de Alepo nesta quarta

A carta de despedida de uma enfermeira aterrorizada com os horrores da guerra da Síria, na qual explica que se mataria para evitar presenciar a alegria dos “animais” do exército do governo de Assad a estuprando, está comovendo o mundo. Na mensagem, a mulher, que não foi identificada, afirma que os homens da tropa poderiam encontrá-la a qualquer momento. Segundo organizações sírias, pelo menos 20 mulheres teriam se matado durante uma manhã para evitar violências sexuais cometidas pelos soldados.

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A carta de suicídio foi encontrada na cidade de Alepo, na Síria , devastada pelas bombas que não param de matar civis. Aparentemente, a mulher desesperada deixou a mensagem para líderes religiosos e da oposição ao governo de Bashar al-Assad. “Sou uma mulher em Alepo que será estuprada dentro de alguns instantes. Não há mais armas nem homens que podem nos proteger dos animais que são chamados de ‘exército do país’”, escreveu.

Ainda na mensagem, ela cita que “não acredita que o inferno poderá ser pior do que isso”. De acordo com o “The Mirror”, não foi revelada a identidade da autora da carta e nem se seu corpo foi encontrado. Em entrevista ao site “The News”, o chefe do Conselho Consultivo na Frente de Levante, grupo rebelde da cidade de Alepo, Abdullah Othman, afirmou que dezenas de mulheres estão se matando para evitar os estupros.

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“Homens, mulheres e crianças estão sendo cozidas vivas por causa de bombas que caem em seus telhados. Mulheres e crianças. Seus gritos podem ser ouvidos embaixo dos destroços”, completou.

Centenas de civis estão sendo executados por soldados que passam de porta em porta com supostas listas de famílias ligadas aos rebeldes ou “terroristas”. Pelo menos 250 mil pessoas estão em risco, vivendo nos distritos da Síria.

“As pessoas estão dizendo que existem listas das famílias dos combatentes e estão perguntando se existem filhos dos terroristas. Então, ou eles os deixam ou atiram e deixam que morram”, conta Abu Malek al-Shimali que vive em Seif al-Dawla, um dos últimos distritos rebeldes.

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Um cessar-fogo foi decretado nesta terça-feira (13), porém bombardeios já atingiram a cidade de Alepo, na Síria, nesta quarta, com relatos de moradores. Segundo Abu Malek al-Shamali, um morador de uma área rebelde, disse que era possível encontrar dezenas de corpos pelas ruas da cidade. Os sobreviventes estão aguardando socorro do exército do governo em suas casas, ainda de acordo com o homem sírio.

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