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Presidente da Venezuela denunciou o que chamou de "crime social" no Brasil; para ele, Temer tem privado os brasileiros de benefícios básicos

Maduro tem se mostrado muito crítico em relação a Temer
Ismael Francisco/ Fotos Públicas - 04.06.2016
Maduro tem se mostrado muito crítico em relação a Temer

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, não poupou críticas ao presidente da República Michel Temer (PMDB), na última quinta-feira (8), durante um evento em Caracas. As informações são da agência Sputnik .

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Ao canal de TV governamental, Maduro afirmou que Temer é pior que Augusto Pinochet, o ex-presidente mais violento que o Chile já teve. Afinal, segundo o líder venezuelano, Pinochet "não se atreveu" a tirar direito do povo como o "direito ao emprego, ao aumento de salários e aposentadorias, à saúde pública, à educação e à habitação", como Temer, segundo Maduro, tem feito.

"Isto se chama de crime, isso é um crime social, no Brasil está sendo cometido um crime social contra nosso povo irmão brasileiro", afirma o venezuelano, que sempre se mostrou a favor dos governos comandados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil.

Para Maduro, Temer (foto) está privando o povo brasileiro de uma série de direitos
BETO BARATA
Para Maduro, Temer (foto) está privando o povo brasileiro de uma série de direitos

Desde o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff (PT), em agosto, Maduro tem se mostrado muito crítico em relação a Temer. A declaração do presidente da Venezuela acontece poucos dias após o país ter sido suspenso do Mercosul pelos países-fundadores da organização — Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

'Venezuela não é Brasil'

Em outubro, os seguidores de Maduro chegaram a afirmar que a "Venezuela não é o Brasil", no mesmo contexto em que o presidente venezuelano disse que, por lá, não haveria um "golpe parlamentar".

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O comentário de Maduro foi feito de depois que a Assembleia Nacional aprovou a abertura de um julgamento sobre a responsabilidade política dele.

Assim como Dilma, que sofreu impeachment em agosto, Maduro também está em
Roberto Stuckert/ PR
Assim como Dilma, que sofreu impeachment em agosto, Maduro também está em "fogo cruzado" no seu país

"Não vamos permitir um golpe parlamentar na Venezuela", disse o mandatário. Maduro também comentou que a Constituição do seu país outorga ao presidente "o poder de defender o direito à liberdade, à democracia e à vida do povo venezuelano".

Nas ruas, os chavistas repetiam gritos como "o povo o quer, dissolva a Assembleia" e "Venezuela não é Brasil" , fazendo alusão ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Em discurso, o presidente disse que o que está acontecendo na Assembleia "está se transformando em um espaço de maldade e de amargura" e que "nem [Barack] Obama, nem a direita e nem nenhum império poderão com a força do povo chavista bolivariano". Maduro não só critica o governo Temer como a forma como o atual presidente se tornou líder no País.

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