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Após Obama ir a Hiroshima, primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, será a primeira autoridade japonesa a visitar base militar dos EUA atacada em 1941

Premiê do Japão, Shinzo Abe, e Barack Obama durante encontro da cúpula do G20 em novembro do ano passado
Ricardo Stuckert Filho/PR - 15.11.15
Premiê do Japão, Shinzo Abe, e Barack Obama durante encontro da cúpula do G20 em novembro do ano passado

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou nesta segunda-feira (5) que visitará a base militar de Pearl Harbor, nos Estados Unidos entre os dias 26 e 27 de dezembro com o presidente norte-americano, Barack Obama .

A visita histórica – a primeira de um premiê japonês à base militar – ocorre no ano em que o ataque a Pearl Harbor completa 75 anos. Abe explicou, em entrevista a jornalistas, que a visita tem como objetivo prestar homenagens às cerca de 3,5 mil vítimas do ataque à base militar norte-americana localizada no Havaí.

A ofensiva japonesa que marcou a entrada definitiva dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) foi realizada no ano de 1941. "Não devemos nunca mais repetir a tragédia de uma guerra", disse o primeiro-ministro do Japão.

"É essa a mensagem que quero mandar e, ao mesmo tempo, [também] quero mandar uma mensagem de reconciliação entre EUA e Japão", afirmou Abe, que será o primeiro premiê japonês em exercício a visitar a base naval.

Retribuição

Já em maio deste ano, Obama, que terá nessa viagem sua despedida definitiva da Casa Branca, deu um passo histórico tornando-se o primeiro presidente norte-americano a visitar Hiroshima  para prestar homenagens aos mais de 140 mil mortos pela bomba atômica lançada pelos Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial.

Na ocasião, Obama colocou uma coroa de flores no memorial de Hiroshima Peace Memorial Park e lamentou o sofrimento de pessoas inocentes no bombardeio atômico de 6 de agosto de 1945.

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"A memória da manhã do dia 6 de agosto de 1945 não deve nunca se apagar", disse Obama no parque, ao lado do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. Ele não se desculpou pelos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, uma posição que muitas vítimas disseram ser aceitável.

Em um discurso que analisou a história da guerra, Obama expressou seu desejo de reduzir o perigo de armas nucleares. "A revolução científica que levou à divisão do átomo requer também uma revolução moral", disse o presidente dos EUA, que deve se despedir da Casa Branca logo após sua visita a Pearl Harbor com Abe.

*Com informações e reportagem da Ansa

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