Tamanho do texto

Cerca de cinco mil voluntários ajudam a vacinar soropositivos que resistem ao tratamento do HIV na África do Sul, onde três milhões já utilizam método

Luyanda Ngcobo nasceu com HIV; todos os dias, ele reluta para tomar um coquetel antiviral duas vezes ao dia
CNN/Reprodução
Luyanda Ngcobo nasceu com HIV; todos os dias, ele reluta para tomar um coquetel antiviral duas vezes ao dia


O índice é assustador. A cada dois minutos, estima-se que um adolescente se infecte com o vírus HIV. Pelos dados ainda alarmantes em relação à Aids no mundo todo, um grupo de voluntários na África do Sul vem tentando diminuir a dor e o medo que acaba tomando muitos infectados, trazendo esperança não só aos soropositivos, como também aos familiares. No Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado nesta quinta-feira (1º), a CNN conversou com alguns desses "anjos" que combatem a doença no país africano. 

LEIA MAIS:  Homem contratado para fazer sexo com adolescentes e viúvas é condenado no Malauí

Luyanda Ngcobo nasceu com HIV .  Por isso, sua rotina é a mesma desde que "se conhece por gente": diariamente, ele deve tomar um coquetel antiviral duas vezes ao dia. Ele conta que já se conformou com a Aids. "Minha mãe não tem culpa. Se pudesse, ela nunca teria me passado essa doença”, lamenta.

Porém, a resignação não é muito comum entre os jovens soropositivos no país, de acordo com o próprio Ngcobo. “Alguns tentam resistir aos remédios porque ficam irritados por possuir a doença. Eles se questionam ‘por que eu?’, ‘por que essa doença’?”, conta. 

Cerca de 5,000 voluntários espalhados por diversas regiões da África do Sul ajudam na conscientização da vacina
CNN/Reprodução
Cerca de 5,000 voluntários espalhados por diversas regiões da África do Sul ajudam na conscientização da vacina


Tratamento Para a Vida

Com o intuito de trazer esperança aos que resistem aos tratamentos, grupos de voluntários espalhados por diversas regiões da África do Sul, onde a incidência da doença é alta, uniram-se para levar os coquetéis a essas pessoas. De acordo com a “CNN”, cerca de cinco mil voluntários já fazem parte da missão. No país, cerca de três milhões de pessoas já estão em tratamento.

LEIA MAIS:  Ministério da Saúde anuncia novo remédio contra a Aids para o SUS em 2017

De acordo com um centro de pesquisa sul-africano ouvido pela emissora, pesquisadores já conseguiram chegar a soluções que aumentam de 50% a 60% o índice de eficácia dos remédios no combate ao vírus.  Em 2009, esses números não passavam de 30%.

LEIA MAIS:  Relator no STF, Edison Fachin vota para Renan virar réu por desvio de dinheiro

Sem Fronteiras

Ao contrário do que se pensa, não há barreiras para a infecção do vírus e a noção de que a epidemia acabou “é infundada”, assegura Anthony Faucci, diretor do Instituto Norte Americano de Alergias e Doenças infecciosas. “Apesar da medicina avançada os níveis da doença nos Estados Unidos continuam crescendo há 15 anos”, pontua.

Dos Estados Unidos à Africa do Sul, o HIV ainda faz vítimas que não têm acesso ao tratamento ou não possuem a motivação de voluntários para o fazê-lo. No Brasil, até o final de 2015, foram registradas 827 mil pessoas. O maior problema é que 112 ainda não sabem que têm a doença. 

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.