Tamanho do texto

Imediatamente após a publicação, o comediante de stand-up foi engolido por uma série de críticas; internautas o chamaram de "patético" e "desgraçado"

Australiano publicou:
Reprodução/Twitter
Australiano publicou: "Avião carregando jogadores de futebol cai na Colômbia. Sobreviventes foram ouvidos gritando: Pênalti! Pênalti!"

Em meio ao clima de comoção que toma não só a cidade de Chapecó, em Santa Catarina, mas todo o mundo, um comediante australiano perdeu a linha. Nesta terça-feira (29), Adam Rozenbachs fez uma piada em sua página no Twitter envolvendo a tragédia que causou a morte de pelo menos 70 pessoas na queda do avião da Chapecoense , próximo a Medellín, na Colômbia. A brincadeira de mal gosto fez Rozenbachs se tornar alvo de indignação dos internautas.

Por volta das 8h desta terça, o australiano publicou no Twitter a suposta " piada ": "Avião carregando jogadores de futebol cai na Colômbia. Sobreviventes foram ouvidos gritando: Pênalti! Pênalti!".

Imediatamente após a publicação, o comediante de stand-up foi engolido por uma série de críticas. Internautas o chamaram de "patético" e "desgraçado".

"Normalmente eu não faço isso no Twitter, mas esse cara realmente merece todo o ódio que ele pode ter. Patético! Não tem desculpa só por ser comediante!", afirma um dos internautas, divulgando o post de forma negativa.

LEIA TAMBÉM:  Temer lamenta queda de avião da Chapecoense e declara luto de três dias no País

Após as críticas, Rozenbachs deletou a publicação e tentou se redimir: "Jogadores de futebol, peço desculpas pelo meu último tweet. Vi apenas uma manchete e não percebi a gravidade da situação. Lição aprendida".

Entenda o acidente

O avião que levava o time da Chapecoense para o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana sofreu um acidente na região metropolitana de Medellín, na Colômbia, na madrugada desta terça-feira (29).

Torcedores da Chapecoense lamentam acidente na sede do clube em Chapecó
Divulgação
Torcedores da Chapecoense lamentam acidente na sede do clube em Chapecó

De acordo com a defesa civil, 78 pessoas estavam à bordo do voo da Chapecoense, sendo que 72 delas morreram na tragédia, enquanto outras seis sobreviveram – dos que saíram com vida estão o goleiro Jackson Follmann, o zagueiro Neto e o lateral Alan Ruschel. Uma aeromoça, um técnico da aeronave e um jornalista também não morreram.

Já o goleiro titular Danilo, herói da classificação na semifinal, foi encontrado com vida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

E MAIS:  Veja os nomes de quem estava no voo da Chapecoense que matou 73 pessoas

Ou seja, o caso realmente não é para piada. Luciano Buligon, prefeito da cidade de Chapecó, e Plinio Filho, filho do presidente do Conselho Deliberativo da Chapecoense, deveriam estar no voo, mas não embarcaram. "A maior tragédia que Chapecó pode passar. Eu estava me deslocando para lá, mas tive um compromisso com os prefeitos eleitos de São Paulo. Meu nome estava na lista dos que iam para Colômbia. É por essas coisas que só Deus explica que acabamos ficando", disse Buligon.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.