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Presidente eleito dos EUA disse que a retomada das relações diplomáticas entre os países depende da disposição da ilha em fazer um trato melhor

Após o anúncio da morte de Fidel Castro, Trump criticou o líder comunista de Cuba, a quem chamou de
Michael Vadon/Fotos Públicas - 9.5.2015
Após o anúncio da morte de Fidel Castro, Trump criticou o líder comunista de Cuba, a quem chamou de "ditador brutal"

Em meio às cerimônias fúnebres em homenagem ao líder da revolução cubana , Fidel Castro, morto no último sábado (26), o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (28) que poderá rever o acordo para retomada das relações diplomáticas entre Washington e Havana.

Em agosto, depois de mais de 54 anos fechada, a embaixada dos EUA em Cuba foi reaberta como parte do acordo diplomático assinado entre os presidentes Barack Obama e Raul Castro.

Pelo Twitter, Trump publicou uma mensagem dizendo que o acordo poderá ser revisto. “Se Cuba não estiver disposta a fazer um acordo melhor para o povo cubano, o povo cubano-americano e os EUA como um todo, vão terminar o acordo”, disse o bilionário.

No sábado, após o anúncio da morte de Castro, Trump, também pelas redes socais, criticou o líder comunista, a quem chamou de "ditador brutal que oprimiu seu povo por quase seis décadas". O presidente eleito dos Estados Unidos disse ainda esperar que a morte de Fidel “marque o início do fim dos horrores" e prometeu fazer de tudo “para garantir que o povo cubano caminhe para a prosperidade e a liberdade”.

Barack Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, divulgou uma nota oficial no sábado (26)  sobre a morte do ex-presidente cubano Fidel Castro e destacou que "a história vai registrar e julgar o enorme impacto desta figura singular nas pessoas e no mundo ao seu redor".

"Neste momento do falecimento de Fidel Castro, nós estendemos uma mão de amizade ao povo cubano. Sabemos que esse momento enche os cubanos – em Cuba e nos EUA – com emoções poderosas, relembrando as incontáveis maneiras com as quais Fidel Castro alterou o curso de suas vidas individuais, de suas famílias, e da nação cubana", escreveu o mandatário.

Obama lembrou os quase 60 anos da falta de relações diplomáticas e destacou que "a relação entre os Estados Unidos e Cuba foi marcada por discórdia e desentendimentos políticos profundos".

"Durante a minha Presidência, nós trabalhamos muito para colocar o passado para trás, perseguindo um futuro no qual a relação entre nossos dois países seja definida não pelas nossas diferenças, mas pelas muitas coisas que compartilhamos enquanto vizinhos e amigos", acrescentou.

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O atual presidente dos EUA, que foi chamado de "homem inteligente" pelo líder cubano, termina o comunicado desejando condolências à família de Fidel e dizendo que "nos dias que virão, eles [cubanos] se lembrarão do passado e também olharão para o futuro. Ao fazer isso, o povo cubano deve saber que eles têm nos Estados Unidos um amigo e parceiro".

Ao lado de Raúl Castro, o atual presidente de Cuba, Obama foi o responsável pela retomada das relações diplomáticas entre Estados Unidos e a ilha. No dia 18 de dezembro de 2014, os dois mandatários surpreenderam o mundo com a notícia e, desde então, vem ocorrendo uma aproximação em diversas áreas. O principal entrave, no entanto, permanece: o bloqueio econômico, que só pode ser derrubado pelo Congresso, continua vivo.

O líder norte-americano, no entanto, deu todos os passos possíveis para a reaproximação: reabriu a Embaixada na ilha cubana e foi o primeiro presidente dos EUA a visitar, oficialmente, Cuba em quase 90 anos. Seu secretário de Estado, John Kerry, foi a Havana para celebrar o momento de reaproximação e até arriscou falar espanhol.

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