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Trânsito na via foi interditado durante o fim de semana após asfalto baixar cerca de sete centímetros em Fukuoka; prefeito se desculpou pela situação

Buraco gigante em frente à estação de metrô de Hakata tinha cerca de 30 metros de diâmetro e 15 metros de profundidade
Reprodução/Twitter - @Satoshi_Maeda
Buraco gigante em frente à estação de metrô de Hakata tinha cerca de 30 metros de diâmetro e 15 metros de profundidade

O rápido reparo da imensa cratera surgida no início do mês  em uma via em Fukuoka, no Japão, parecia ser uma demonstração da agilidade e eficiência japonesa. Mas essa história teve uma reviravolta no último fim de semana.

O novo asfalto da avenida, que fica em frente à estação de Hakata, no centro da cidade localizada no sudoeste do Japão , voltou a ceder e apresentou uma depressão de aproximadamente sete centímetros. A situação obrigou as autoridades locais a interditaram a via mais uma vez, no sábado (26).

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O buraco de aproximadamente 30 metros de largura e 15 metros de profundidade havia surgido no dia 8 deste mês. A imprensa japonesa alega que o acidente foi provocado pelas obras para expandir a linha de metrô que passa pela região.

Apenas 48 horas após a ocorrência, o buraco já havia sido reparado. Na ocasião, o prefeito da cidade, Soichiro Takashima, chegou a dizer que o novo solo construído no local era "até 30 vezes" mais resistente que o anterior.

Em sua conta no Facebook, Takashima pediu desculpas pela nova interdição e lamentou não ter avisado a população que o solo poderia voltar a ceder.

De acordo com a rede americana "CNN", autoridades locais informaram que a movimentação do solo era esperada conforme a areia e o cimento usados para tapar a cratera se assentassem por completo. A via já foi reaberta ao tráfego de carros.

Agilidade japonesa

Para consertar os estragos decorrentes da abertura da cratera, os trabalhadores japoneses precisaram trocar encanamentos e postes de iluminação que haviam sido engolidos junto com o asfalto, segundo informa o jornal britânico "The Guardian". 

A incrível rapidez com que os japoneses consertaram a cratera remete à mesma agilidade demonstrada em 2011, quando um enorme tsunami provocou tremores e um acidente nuclear no Japão. Apenas um ano após o desastre, que deixou cerca de 20 mil mortos no país, várias imagens compartilhadas na internet  mostravam rodovias e prédios funcionando normalmente.

Foto publicada em rede social mostra trabalhos de operários japoneses no reparo de cratera gigante
Reprodução/Twitter - @Johnny_Strategy
Foto publicada em rede social mostra trabalhos de operários japoneses no reparo de cratera gigante


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