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Cerca de 2 milhões vivem na região; antes da dança, choveu, mas ele disse que celebração faria chover mais; Ministra acusa falta de planejamento

Chuvas já eram previstas em La Paz e em seus arredores para domingo e, pouco tempo depois da dança, as previsões se concretizaram
Reprodução/Opinión
Chuvas já eram previstas em La Paz e em seus arredores para domingo e, pouco tempo depois da dança, as previsões se concretizaram

O presidente da Bolívia, Evo Morales, participou de um ritual indígena da dança da chuva em um pequeno vilarejo aimara perto da capital do país, La Paz, neste domingo (27), onde a falta de água atinge 2 milhões de pessoas e obriga centenas de famílias a racionar o recurso.

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Pouco tempo antes da chegada do presidente, no entanto, começou a chover na região e, por isso, Morales disse que os rituais que foram feitos na sua presença serviram "para continuar a fazer chover em toda a Bolívia".

No povoado, o presidente disse que as comemorações da dança da chuva fazem parte de uma vasta tradição indígena e que fizeram parte da sua infância e adolescência. Morales também contou que, quando era pequeno, ficava surpreso e admirado pela chegada das chuvas.

Chuvas já eram previstas em La Paz e em seus arredores para domingo e, pouco tempo depois da dança protagonizada por Morales, as previsões se concretizaram.

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A região onde se localiza a capital boliviana, morada de cerca de 2 milhões de pessoas, tem sofrido com uma dura seca que acaba sendo complicada pela falta de chuvas. Para tentar diminuir os estragos, no dia 8 de novembro se iniciou o racionamento do recurso para 94 bairros de La Paz, o que deve aumentar nos próximos dias.

Ministra do Meio Ambiente e Água

O governo da Bolívia afirmou, por meio de ministra do Meio Ambiente e Água, Alexandra Moreira, que a falta de água em La Paz se deve a uma "falta de prevenção, falta de planejamento, mas sobretudo pela falta de honestidade com o povo", por parta da Empresa Pública de Água e Saneamento (Epsas).

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"Existiu uma negligência e uma irresponsabilidade pela parte da Epsas, mas também da entidade reguladora, porque estava como parte de suas obrigações o planejamento do plano de contingência e seca, que se havia solicitado por parte do Ministério", disse Alexandra. Morales não comentou sobre as declarações de Alexandra.

* Com informações da Agência Ansa.

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