Tamanho do texto

Candidata do Partido Verde quer investigar que houve invasão de hackers nos computadores que contabilizaram os votos do pleito presidencial

Estado de Wisconsin fará recontagem dos votos para apurar fraudes; pleito foi vencido pelo candidato Donald Trump
Michael Vadon/Fotos Públicas - 9.5.2015
Estado de Wisconsin fará recontagem dos votos para apurar fraudes; pleito foi vencido pelo candidato Donald Trump

O estado de Wisconsin, no norte dos Estados Unidos, irá realizar uma recontagem dos votos obtidos na eleição para presidente do país, que teve como vencedor o candidato republicano, o empresário Donald Trump. O sistema norte-americano baseia-se nos votos do Colégio Eleitoral, composto por 538 delegados. O pleito ocorreu no dia 8 de novembro.

LEIA MAIS:  "Calexit": após vitória de Trump, Califórnia quer se separar dos Estados Unidos

Após o resultado, a candidata Jill Stein, do Partido Verde entrou com pedido formal de recontagem de votos. A solicitação foi feita na última sexta-feira (25). Ela justificou que quer ter certeza de que os números registrados em Wisconsin foram ou não manipulados por uma suposta invasão de hackers nos computadores que contabilizaram os sufrágios.

Para aumentar suas chances de conseguir alterar o resultado final da eleição, a candidata deverá pedir recontagem também nos estados de Michigan e Pensilvânia. Na opinião de analistas políticos especializados no sistema eleitoral dos Estados Unidos , para que haja alguma possibilidade de sucesso na sua empreitada, Jill precisará demonstrar que houve manipulação nas três regiões.

Colégio Eleitoral

Diferentemente do que ocorre no Brasil, nos Estados Unidos o presidente e o vice não são eleitos diretamente pelo voto dos cidadãos. Lá, os eleitores de cada estado escolhem delegados que darão seus votos ao presidente e ao vice-presidente no Colégio eleitoral, que contém 538 delegados de todas as regiões, incluindo a capital do país, Washington.

LEIA MAIS:  México adota onze medidas contra políticas de Donald Trump nos EUA

Se as eleições norte-americanas fossem decididas pelo voto direto, o resultado teria sido a vitória da candidata democrata, Hillary Clinton . Apesar de a contagem dos votos ainda não ter sido finalizada, Hillary tem mais de 2 milhões de votos a mais do que Trump, já que os estados da Califórnia e Nova York têm mais preferência pelo Partido Democrata.

Nas eleições presidenciais dos EUA, o presidente e vice-presidente não são eleitos diretamente pelo voto dos cidadãos. Na verdade, os eleitores escolhem os delegados que vão dar o voto ao presidente e ao vice-presidente no Colégio Eleitoral. Este órgão é composto por um total de 538 delegados provenientes de todos os estados, incluindo a capital Washington. Só que, se valesse o voto popular, Hillary Clinton, e não Donald Trump , seria a presidente eleita.

Entretanto, pelas regras vigentes, se um partido tiver um delegado a mais, todos os votos vão para o candidato deste grêmio partidário. Por conta desse critério, o Partido Republicano ganhou em muitos estados pequenos e, com isso, seu candidato, Trump, foi eleito. O que o Partido Verde está pleiteando, com seu pedido, é reverter o resultado onde os votos tiveram uma estreita margem de diferença entre os dois partidos principais, o Democrata e o Republicano.

LEIA MAIS:  Vladimir Putin parabeniza Trump e diz que Guerra Fria acabou

Em Wisconsin, Trump teve 47,87% dos votos, enquanto Hillary obteve 46,94% de preferência dos eleitores.


* Com informações da Agência Brasil

    Leia tudo sobre: Donald Trump
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.