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Fidel Castro morreu aos 90 anos na capital Havana


Morreu em Havana, na noite da última sexta-feira (25), o ex-presidente de Cuba Fidel Castro aos 90 anos. A informação foi confirmada pelo próprio irmão do líder cubano, o atual mandatário do País, Raul Castro, em um pronunciamento veiculado no canal de televisão estatal local e de acordo com o canal americando CNN.

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O líder cubano faleceu às 22:29, horário local. O corpo de Fidel Castro deve ser cremado na manhã deste sábado (26), segundo Raul Castro, "atendendo sua vontade". De acordo com informações do canal de televisão Globo News, a população na capital de Cuba, Havana, encontra-se triste, em choque e o clima na cidade é de pesar. 

Fidel Castro fez história na América Latina

O início da história de Fidel Castro na política deu-se em 1950, quando filiou-se ao Partido Comunista. Três anos depois, ao lado do irmão Raul Castro, Fidel liderou 150 homens em um ataque a um quartel em Santiago de Cuba. O plano acabou frustrado e o político foi capturado e condenado a 15 anos de prisão. 

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Em 1955, Fidel criou o Movimento Revolucionário 26 de julho, mesmo ano em que uma anistia libertou ele e seu irmão. Também neste ano conheceu o líder argentino Ernesto "Che" Guevara, no México, e recrutou homens para dar início à guerrilha contra Fulgêncio Batista. 

No final de 1956, Fidel inicia a guerrilha, que derrotou Fulgêncio três anos mais tarde. Ainda em 1959 assumiu o poder. No ano seguinte, o líder nacionalizou empresas americanas, ao mesmo passo que os EUA proibiram exportações destinadas à Cuba, com exceção de remédio e comida.

Em 1961, os EUA rompem relações diplomáticas com o país e Fidel declara que Cuba é uma nação socialista.

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Em 1991, com a queda da União Soviética, Cuba perde sua maior aliada e inicia, então, um período com restrições econômicas, autorizando, inclusive, abertura ao dólar americano.

Em 1997, Fidel Castro declara Raul Castro, seu irmão mais novo, como seu sucessor. Em fevereiro de 2008 renunciou oficialmente o cargo devido a problemas de saúde. Desde então, o líder fazia poucas aparições públicas. 

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