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Investigadores encontraram um carro perto da cena do crime; nenhum suspeito foi preso e a vítima foi assassinada com diversas facadas

Polícia e bombeiros no local do crime em Montferrier-sur-Lez, na França
Reprodução/Twitter
Polícia e bombeiros no local do crime em Montferrier-sur-Lez, na França

Um homem armado com uma arma de fogo e uma faca invadiu um monastério ao sul da comuna Montferrier-sur-Lez, região de Montpellier, na França, e matou uma mulher na madrugada desta sexta-feira (25), informaram as autoridades locais. O homem ainda não foi localizado pela polícia.

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Cerca de 60 monges e freiras moram no local, que conta com cinco empregados, e funciona como uma casa de repouso. Nenhum deles ficou ferido, segundo as autoridades da França .

As primeiras informações apontam que a mulher que foi assassinada havia sido a responsável por ligar para a polícia e que, o criminoso, pode tê-la matado por ter percebido a ação.
Ela foi morta com diversas facadas.

"Nesta fase, não podemos dizer exatamente o que levou o homem a invadir o monastério, mas o que podemos dizer é que não existe nenhum vínculo com o Estado Islâmico, não tem nada a ver com o terrorismo islâmico", disse o promotor de Montpellier, Christophe Barret, a jornalistas.

As forças de segurança foram chamadas para o local, na noite desta quinta-feira (24). Ao entrar no prédio, a polícia encontrou o corpo de uma empregada doméstica de 54 anos que havia sido esfaqueada várias vezes, disse Barret.

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Ele disse que os investigadores encontraram um carro perto da cena do crime. Dentro do automóvel, estava uma réplica de uma arma de fogo e outros materiais que permitiram identificar o suspeito.

"A investigação está se concentrando em uma pista local, ou seja, alguém dentro da comunidade da casa de repouso", disse ele.

Terrorismo

Os franceses estão em alerta contra terrorismo desde a onda de ataques islâmicos do ano passado . No fim de semana, cinco suspeitos foram presos no país por suspeita de planejarem ataques contra alvos dentro e fora de Paris. Eles estavam sendo direcionados remotamente por militantes do Estado Islâmico no Iraque e na Síria, disse o procurador-chefe de Paris nesta sexta-feira (25). As informações são da agência Reuters.

"Uma equipe de comando em Estrasburgo, e também um homem preso em Marselha, receberam instruções para adquirirem armas. As instruções foram dadas por um comandante da região do Iraque e Síria via aplicativos criptografados", disse o procurador-chefe de Paris, na França, François Molins, em entrevista coletiva.

* Com informações da Agência Ansa.

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