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Agência da União Europeia fez alerta sobre a crescente onda de ódio especialmente em relação aos muçulmanos e, pior, às mulheres muçulmanas

Comunicado pede aos membros da União Europeia (UE) e dos seus Estados membros uma
R.Nuri/ ACNUR - 03.10.2016
Comunicado pede aos membros da União Europeia (UE) e dos seus Estados membros uma "ação concertada"


O ódio contra migrantes e refugiados está se alastrando pela Europa, alertou nesta terça-feira (22) a Agência para os Direitos Fundamentais (FRA, na sigla em inglês). Um comunicado emitido pela Agência nesta segunda-feira pede aos membros da União Europeia (UE) e dos seus Estados membros uma "ação concertada" para impedir esta tendência. As informações são da Agência de Notícias Lusa.

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Desde setembro de 2015, a FRA encaminha à Comissão Europeia relatórios mensais sobre os direitos fundamentais dos imigrantes aos que chegam aos Estados membros da UE, particularmente no contexto dos fluxos migratórios.

No relatório de novembro, divulgado nesta terça-feira, a Agência para os Direitos Fundamentais analisa a situação em 14 Estados membros, com exceção de Portugal, destacando crescimento de “hostilidade e tensão” contra migrantes e refugiados.

O relatório se refere a “incidentes graves e alastrados de violência, assédio, ameaças e discurso de ódio contra migrantes e refugiados e suas crianças”. Os principais autores são “justiceiros e público em geral”. Os muçulmanos, e especialmente as mulheres muçulmanas, são os alvos preferenciais.

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Segundo a FRA, ativistas de direitos humanos, jornalistas e políticos “amigos dos refugiados” também são alvo de crimes de ódio. A agência destaca que há “poucas denúncias e poucos registros” desses delitos.

“A maioria dos Estados-membros não colige nem publica estatísticas sobre crimes de ódio contra refugiados e migrantes”, sendo a sociedade civil “muitas vezes a principal fonte de informação”, disse.

Agência destaca que há “poucas denúncias e poucos registros”  de delitos contra refugiados e migrantes vítimas
Massimo Sestini/Italian Navy
Agência destaca que há “poucas denúncias e poucos registros” de delitos contra refugiados e migrantes vítimas


Resposta Ineficiente

"As respostas estatais aos crimes de ódio contra refugiados e migrantes são consideradas frágeis pelas sociedades civis de muitos Estados-membros”, observa a FRA, acrescentando que “os serviços de apoio a vítimas raramente têm em conta as necessidades” daquelas populações.

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Ao mesmo tempo, os imigrantes e refugiados “raramente reportam crimes de ódio às autoridades ou outras organizações”. De acordo com o relatório, isso ocorre por causa da “falta de confiança na polícia e nas autoridades”, “o medo de retaliação e de serem presos ou deportados”, “a crença de que nada mudará” e “as barreiras linguísticas”.

* Com informações Agência Brasil

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