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Corte de Cassação do Egito determinou que o processo sobre suposta colaboração do ex-líder da Irmandade Muçulmana como espião seja refeito

A ex-presidente Dilma Rousseff cumprimenta o ex-presidente egípcio Mohamed Mursi em encontro em 2013
Wilson Dias/Agência Brasil
A ex-presidente Dilma Rousseff cumprimenta o ex-presidente egípcio Mohamed Mursi em encontro em 2013

A Corte de Cassação do Egito anulou nesta terça-feira (22) a condenação à prisão perpétua do presidente deposto Mohamed Mursi , membro da Irmandade Muçulmana, no processo em que respondia por colaborar como espião para estrangeiros, como os grupos Hamas e Hezbollah.

De acordo com fontes locais, a Corte de Cassação do Egito ordenou que o processo seja refeito e também anulou a condenação contra o líder da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badia, e outros 15 dirigentes.

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A sentença contra Mursi tinha sido emitida em junho por um tribunal do Cairo, segundo o qual o presidente deposto do país teria repassado segredos de estado e conspirado com organizações estrangeiras entre 2005 e 2013 para atos terroristas.

Esta, porém, não era a primeira condenação imposta a Mursi, que já foi condenado à morte, à prisão perpétua e a 20 anos de detenção em vários outros processos. A todos ele recorreu.

Ligado à Irmandade Muçulmana, colocada na clandestinidade no Egito, Mursi foi o primeiro presidente eleito do país após a queda do ditador Hosni Mubarack, em 2011. No entanto, Mursi foi destituído em 2013 por uma junta militar, com apoio popular, comandada pelo general Abdel Fatah al-Sisi, atual mandatário do país.

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Pena de morte

No último dia 15 de novembro, a Corte de Cassação do Cairo aulou a condenação à morte de Mursi e também pediu um novo julgamento para o caso que trata dos incidentes provocados após a fuga do ex-presidente e de outros detentos do presídio de Wadi el-Natroun em janeiro de 2011.

Em outra decisão, a Corte de Cassação decidiu soltar os filhos do ex-presidente Hosni Mubarak, Alaa e Gamal, confirmando a decisão de outro tribunal no dia 12 de outubro de 2015, informou a agência local Mena.

Os dois eram acusados de desviar fundos públicos para a reforma e a manutenção do palácio presidencial. Alaa e Gamal haviam sido detidos em 2011 e, em maio de 2014, foram condenados a quatro anos de prisão. Em janeiro de 2015, a Corte havia anulado o julgamento por falhas de procedimento e ordenado novo processo.

No novo caso, os dois filhos do ex-presidente do Egito foram condenados novamente em maio daquele ano, mas um tribunal liberou ambos em outubro por considerar que eles já tinham cumprido três anos da pena.

*Com informações da Agência Brasil 

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