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Com 20,7% dos votos nas primárias da centro-direita, o ex-presidente ficou atrás de dois ex-primeiros-ministros do país, François Fillon e Alain Juppé

Com o resultado, o ex-presidente admitiu e aceitou a derrota e anunciou seu apoio a Fillon
Divulgação/Facebook
Com o resultado, o ex-presidente admitiu e aceitou a derrota e anunciou seu apoio a Fillon

Os sonhos do ex-presidente francês Nicolas Sarkozy de governar mais uma vez seu país, após o fim do mandato de François Hollande, em 2017, foram destruídos. Neste domingo (20), o candidato ficou apenas com o terceiro lugar nas eleições primárias para a coalizão de centro-direita à presidência da França.

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Sarkozy, com 20,7% dos votos, ficou atrás de dois ex-primeiros-ministros da França , François Fillon, que surpreendeu ao ter conquistado 44,1% dos votos, e Alain Juppé, que ficou com 28,74% da votação. Os dois irão para o segundo turno, que definirá quem será o candidato da coalizão de centro-direita para eleições presidenciais e que acontecerá no próximo domingo (27).

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Com o resultado, o ex-presidente admitiu e aceitou a derrota e anunciou seu apoio a Fillon. "Não consegui convencer a maioria dos eleitores. Respeito esta decisão. Eu parabenizo Fillon e Juppé, que são qualificados para o segundo turno, são duas grandes personalidades que honram a França."

Sarkozy foi o 23º presidente da França, de 2007 a 2012.  Durante seu mandato, ele se destacou no âmbito internacional ao tentar recuperar o papel de protagonista do país diante da comunidade internacional.

Voto definido

"Fillon é quem entendeu melhor que todo mundo os desafios que a França enfrenta. Votarei nele no segundo turno", explicou Sarkozy. O ex-presidente também agradeceu a quem votou nele afirmando que já está na hora de começar "uma vida com paixões mais privadas e menos paixões públicas" e dando a entender que essa derrota marca o fim da sua carreira política.

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"Sou francês e continuo francês, tudo o que estiver relacionado à França será de meu interesse sempre do fundo do meu coração", afirmou Sarkozy. "Nenhuma amargura, nenhuma tristeza." Ele pediu aos franceses que não se deixem seduzir pelas propostas de partidos de extrema-direita e não votem neles, referindo-se à Frente Nacional, comandado pela polêmica Marine Le Pen.

* Com informações da Agência Brasil.

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