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Aos 62 anos de idade, a chanceler completa mais de uma década no governo da Alemanha, período no qual enfrentou crises internas e na Europa

Antonio Cruz / ABr - 14/05/2008
"Esta eleição vai ser ainda mais difícil do que as anteriores", disse Angela Merkel

A chanceler alemã, Angela Merkel, confirmou neste domingo (20) que vai tentar concorrer a um quarto mandato, mas admitiu que está se preparando para enfrentar a campanha eleitoral mais difícil de sua carreira. "Esta eleição vai ser ainda mais difícil do que as anteriores", disse a chanceler, ressaltando uma "forte polarização" da sociedade e prometendo lutar "pelos nossos valores e pelo nosso modo de vida".

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Os jornais alemães amanheceram nesta segunda-feira analisando a decisão de Merkel de concorrer à reeleição como presidente de seu partido, o União Democrata-Cristão (UDC), na convenção nacional do mês que vem.

De acordo com a maioria dos analistas ouvidos pela mídia do país, o nome da alemã desponta naturalmente diante da falta de opções de lideranças. "Merkel tentará, mas quem mais tentaria?", questiona o jornal conservador Welt na sua primeira página, ressaltando que uma das tarefas da chanceler nos próximos quatro anos será criar um sucessor.

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Em tom crítico, o diário Spiegel comentou que "não foi possível traçar, durante os 25 minutos de discurso da chanceler na televisão neste domingo, o programa de governo e as propostas que a chancelar apresentará aos alemães depois de 11 anos de governo".

De acordo com uma pesquisa publicada pelo jornal Bild , 55% dos alemães desejam que Merkel permaneça no cargo, contra 39% de opiniões contrárias. Em agosto, o índice favorável à chanceler era de 50%.

Mais de uma década de governo

Aos 62 anos de idade, a chanceler completa mais de uma década no governo da Alemanha, período no qual enfrentou uma série de crises internas e europeias. A chanceler se tornou a primeira mulher a assumir o posto na Alemanha unificada, em 2005.

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Ela disputará a eleição para a Presidência de seu partido e, caso vença, concorrerá no pleito geral que deve ocorrer entre agosto e outubro do ano que vem. Pesquisas locais indicam que 60% dos eleitores apoiam um novo mandato de Merkel, que é vista como força estabilizadora dentro da Europa, em um momento em que o continente sofre com as consequências do Brexit e do crescimento de partidos nacionalistas de extrema-direita.

* Com informações da Agência Ansa.

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