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Depois de cancelamento e adiamento das últimas eleições, o Haiti que é governado por um presidente interino, elegerá o novo presidente

Depois de serem adiadas pela passagem do furacão Matthew, que passou pelo Caribe e destruiu grande parte do país, o Haiti realiza neste domingo (20) eleições presidenciais. Existem, ao todo, 27 candidatos ao posto de presidente. Além do próximo líder, espera-se que sejam eleitos também os novos parlamentares do país: seis milhões de cidadãos vão votar para eleger um terço do senado e 25 deputados.

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No Haiti, o número de pessoas afetadas pelo furacão Matthew em outubro chegou a 1,4 milhão
Logan Abassi / UN / MINUSTAH
No Haiti, o número de pessoas afetadas pelo furacão Matthew em outubro chegou a 1,4 milhão


O pleito no Haiti estava marcado para acontecer no dia 9 de outubro e foi adiado pela passagem do furacão. As eleições foram convocadas este ano após a disputa do dia 25 de outubro de 2015 terem sido canceladas por suspeitas de fraudes.

Com o cancelamento, o então presidente, Michel Martelly, terminou seu mandato em fevereiro de 2016, sem ter um sucessor eleito. O Paralamento haitiano escolheu um presidente provisório, Jocelerm Privert, que governaria durante três meses, até que novas eleições fossem organizadas. Mas a instabilidade social e política do país adiou os planos por duas vezes até este domingo. Depois da votação, os resultados devem demorar, no mínimo, oito dias para serem contabilizados e finalmente anunciados.

Em entrevista à Agência Brasil, o assessor de informações públicas do componente militar da Missão de Estabilização das Nações Unidas de Haiti (Minustah), coronel Alexandre Lima, disse que atualmente há um clima de relativa calma no país, apesar de toda a instabilidade que ainda o toma. Não há manifestações e as eleições devem ocorrer normalmente, explicou o coronel.

“Recebemos nota oficial do presidente interino Jocelerme Privert solicitando que os haitianos compareçam às urnas. Nas mensagens no rádio e TV, ele salientou que um governo provisório não será capaz de resolver os graves problemas do Haiti, inclusive mencionou, entre os problemas, os efeitos da passagem do Furacão Matthew e além de outros nacionais e internacionais", contou.

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Segundo Lima, na semana anterior ao pleito testaram toda a máquina eleitoral, incluindo pessoas que iriam atuar nos centros de votação, que foram aos locais verificar o funcionamento de todos os equipamentos.

O coronel disse que a região mais instável é a parte sul do país que também foi a região mais atingida pela passagem do furacão no início de outubro. Ele informou que muitos locais de votação da região foram completamente destruídos. “Agora, teve recuperação precária, para ter a votação. Está pronto, em condições de ter, mas são estruturas emergenciais e provisórias”, disse o assessor. 

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Além disso, o coronel afirmou que “essa parte do país mais atingida pelo furacão tem sofrido muito com atividades de gangues que interceptam comboios de ajuda humanitária para roubar e vender as cargas, que consistem principalmente em medicamentos e alimentos”. 

Na sexta-feira (18), o governo haitiano também anunciou o fechamento da fronteira para sábado e no domingo, com o intuito de garantir mais controle durante as eleições. A informação foi divulgada por comunicado do Ministério de Assuntos Interiores.

* com informações de Ansa e Agência Brasil

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