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Grupo teria fabricado gás mostarda por conta própria e usado na Síria e no Iraque, de acordo com a Organização para a Proibição de Armas Químicas

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) acredita que o grupo extremista Estado Islâmico  tenha fabricado por conta própria um gás mostarda usado na Síria e no Iraque. Em entrevista à AFP, o diretor-geral da agência da Organização das Nações Unidas (ONU), Ahmet Üzümcü, afirmou que a organização estuda, desde agosto, mais de 20 acusações de utilização de armas químicas na Síria.

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Em uma das investigações, os peritos chegaram à conclusão de que o Estado Islâmico teria realizado o ataque com gás mostarda em agosto de 2015. "O gás era de péssima qualidade, mas igualmente nocivo", disse Üzümcü. O diretor da OPAQ mostrou preocupação com o caso, "sobretudo porque nesse país há combatentes estrangeiros que um dia poderiam voltar a seus países de origem".

Segundo investigadores da OPAQ, Estado Islâmico teria realizado ataque com gás mostarda em agosto de 2015
Twitter/Reprodução
Segundo investigadores da OPAQ, Estado Islâmico teria realizado ataque com gás mostarda em agosto de 2015


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A declaração foi dada poucas horas depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas decidir prorrogar o mandato da equipe de investigadores que busca descobrir os autores dos ataques químicos na Síria. Ainda de acordo com os investigadores, o exército sírio teria espalhado gás cloro por helicóptero em três locais no norte da Síria entre 2014 e 2015.

Esta foi a primeira vez que as unidades do exército local foram identificadas como responsável por ataques com gás cloro. Em agosto de 2015, a ONU e a OPAQ iniciaram uma missão de investigação conjunta, com sede em Haia, na Holanda. A OPAQ tem permissão para apresentar provas da utilização de armas químicas antes de atribuir responsabilidade por ataques a qualquer dos envolvidos no conflito.

Os peritos da agência coletam as informações para concluir se uma investigação realmente deve ser mantida. De acordo com Üzümcü, há um alto número de acusações formuladas tanto pelo governo, quanto por rebeldes, sobre o "uso de cloro e agentes não identificados em Aleppo e no norte da Síria".

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Em seu escritório em Haia, Üzümcü destacou a dificuldades de se manter as investigações em um país em guerra. De acordo com o diretor geral, os especialistas da OPAQ "estão tentando triar" as acusações pois não conseguem analisar todas. Na semana passada, o Conselho Executivo da OPAQ condenou a Síria e o Estado Islâmico pela primeira vez e apelou a novas inspeções.

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