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Caso envolvendo ministra de 24 anos suscitou debate sobre sexismo no país e dividiu políticos; fotos foram tiradas quando ela ainda era adolescente

Fotos sensuais da vice-ministra da Ucrânia, Anastasia Deeva, espalharam-se pela internet na última semana
Twitter/Reprodução
Fotos sensuais da vice-ministra da Ucrânia, Anastasia Deeva, espalharam-se pela internet na última semana


Uma série de fotos da vice-ministra da Ucrânia, Anastasia Deeva, espalharam-se pelas redes sociais e elevancaram uma polêmica no país. Enquanto políticos liberais saíram à frente para defender a jovem política, de 24 anos, conservadores passaram a criticar a atitude da vice-ministra e a questionar sua capacidade para assumir o cargo. 

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O ministro do Interior e conselheiro de Anastasia, Arsen Avakov, é um dos fortes defensores da vice- ministra , e acusa seus críticos de serem “sexistas”. O embate entre defensores de Anastasia e parlamentares conservadores tomou conta da mídia local.

“Uma estudante não tem mais o direito de tirar fotos privadas?”, indagou Avakov, justificando que Anastasia tirou as fotos quando ainda era adolescente. Em suas redes sociais, o conselheiro ainda rebateu as críticas de que ela não estaria preparada para o cargo.

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“Ela passou por uma série de entrevistas para conseguir esse emprego. Aqueles que a acusam de ter violado o processo ou de não estar qualificada, não sabem o que estão falando”.

Polêmica envolvendo vice-ministra suscitou debate sobre o
The Mirror/Reprodução
Polêmica envolvendo vice-ministra suscitou debate sobre o "sexismo" no país e dominou a mídia local


A atitude de Avakov criou uma nova onda  de boatos de que Arsen e Anastasia têm um caso.

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Em nota, a porta-voz do governo ucraniano, Irina Geraschenko, afirmou que “as pessoas devem ser livres para tirar as fotos que querem e isso não deve influenciar em sua vida profissional”.

Crise Política

A Ucrânia passa por uma crise política desde que a Rússia anexou a Crimeia, em 2014, após um polêmico plebiscito, aumentando a tensão entre Moscou e a comunidade internacional.

Na última sexta-feira (12), O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, afirmou que a Rússia poderia romper as relações diplomáticas com a Ucrânia por causa de supostos incidentes de segurança ocorridos no país.

Já o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Pavlo Klimkin, disse, nesta semana, que Kiev não quer um rompimento porque isso significaria abandonar quatro milhões de ucranianos que vivem e trabalham no país.

* Com informações do "The Independent"

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