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Precavendo possíveis problemas de xenofobia em terras norte-americanas, governo do México colocou em prática canal de apoio a mexicanos nos EUA

Donald Trump foi eleito o 45º presidente dos Estados Unidos ao derrotar a candidata democrata Hillary Clinton
Michael Vadon/Fotos Públicas - 9.5.15
Donald Trump foi eleito o 45º presidente dos Estados Unidos ao derrotar a candidata democrata Hillary Clinton

O Ministério das Relações Exteriores do México anunciou, nesta quinta-feira (17), um plano de ação que conta com onze medidas para evitar abusos contra mexicanos que vivem nos Estados Unidos. O anúncio é uma reação à vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

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Apesar de ainda faltarem dois meses para o magnata assumir o comando da Casa Branca, diversos casos de racismo e xenofobia contra cidadãos latinos já foram relatados em diversas cidades norte-americanas. O impulsionado clima nacionalista é uma das consequências dos discursos fervorosos de Trump durante a campanha eleitoral, que chegou a ser acusado de xenófobo, machista e racista.

A chancelaria mexicana informou que, entre as onze medidas, está a criação de uma linha emergencial de atendimento aos mexicanos, disponível 24 horas, em 50 consulados nos Estados Unidos.

"O canal servirá para tirar dúvidas sobre medidas migratórias e reportar qualquer incidente", disse o Ministério, orientando também todos os mexicanos a não participarem de situações de conflitos, nem tomarem ações que possam ter consequências penais ou administrativas.

Durante toda sua campanha eleitoral, Trump prometeu construir um muro na fronteira entre o México e os Estados Unidos e deportar de dois a três milhões de hispânicos e latinos que tenham antecedentes criminais. Depois de eleito, o magnata chegou a confirmar a construção do muro.

Obama fala sobre intolerância de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama , disse na última terça-feira (15) que ficou surpreso com o resultado da eleições americanas, que deram ao republicano Donald Trump, o direito de sucedê-lo na Casa Branca. Na Grécia, onde faz sua última viagem à Europa antes de deixar a presidência, o democrata também afirmou que "o medo dos americano depois de uma crise longa" ajudou a eleger Trump.

"A agenda dos meus oito anos de governo na Casa Branca mirava, justamente, enfrentar os medos, as ânsias dos cidadãos norte-americanos depois de uma longa crise. E, justamente essas ânsias, alimentaram o fenômeno Donald Trump e os republicanos no Congresso passaram muito tempo não me ajudando a enfrentar", disse Obama.

De acordo com o presidente, os sentimentos de "raiva, frustração e desigualdades econômicas" geram populismos . "A lição que levo é que primeiro precisamos enfrentar essas desigualdades e estes medos para que no futuro menos se alimentem os populismos", concluiu o presidente americano sobre a eleição Trump.

* Com informações da Agência Brasil e da Agência Ansa.

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