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Exército confirmou mortes de dois integrantes da guerrilha em ação contra o ELN, outro grupo armado; governo nega que incidente possa minar acordo

Negociador do governo no processo de paz com as Farc nega que o confronto possa prejudicar o cessar-fogo
Reprodução/Twitter
Negociador do governo no processo de paz com as Farc nega que o confronto possa prejudicar o cessar-fogo

O Exército colombiano confirmou a morte de dois guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) durante um confronto em Bolívar, no norte do país. O episódio ocorreu há apenas cinco dias do governo chegar a um novo acordo de paz  com o grupo.

Os confrontos com as Farc foram registrados em Mina Golfo, um município de Santa Rosa, após os militares se instalarem na região para apurar denúncias de crimes que estariam sendo cometidos pelo Exército de Libertação Nacional (ELN), outra organização guerrilheira da Colômbia.

Após os combates, um dos guerrilheiros se entregou ao Exército e confessou que, na verdade, pertencia à frente 37 das Farc, e não ao ELN.

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Humberto de la Calle, negociador do governo no processo de paz com as Forças Revolucionárias da Colômbia, negou que o confronto possa prejudicar o cessar-fogo bilateral entre as duas partes, mas alertou para a fragilidade da violação da trégua e a necessidade de assinar logo o acordo de paz.

Acordo

O novo acordo foi anunciado no último sábado (12), em Cuba, após a primeira tentativa ter sido rejeitada em um referendo no início de outubro.

Tanto o governo da Colômbia quanto as Farc asseguraram que o "acordo final" para pôr fim a um conflito de mais de meio século busca uma "paz estável e duradoura" e inclui reivindicações feitas por "diversos setores da sociedade colombiana".

O acordo anterior, que rendeu ao presidente Juan Manuel Santos o prêmio Nobel da Paz, havia sido assinado em 26 de setembro, em Cartagena das Índias, mas acabou rejeitado por pouco mais de 50% dos eleitores que foram às urnas no referendo de 2 de outubro. Um dos líderes da campanha pelo "não" foi o antecessor de Santos, Álvaro Uribe.

A notícia sobre o novo acordo de paz com as Farc foi recebida com “grande satisfação” pelo governo brasileiro. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores diz que o governo brasileiro espera que o novo texto obtenha o necessário apoio da cidadania colombiana e que o mesmo espírito de boa vontade e de reconciliação nacional prevaleça durante a implementação do acordo de paz,

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*Com informações e reportagem da Ansa

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