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Questões referentes ao comércio e ao turismo não vão mudar, "não importa quem esteja na Casa Branca", garantiu a embaixadora dos EUA no Brasil

Embaixadora dos Estados Unidos afirmou que eleições geram incertezas, e que o temor brasileiro com relação a possíveis mudanças é compreensível
Agência Brasil
Embaixadora dos Estados Unidos afirmou que eleições geram incertezas, e que o temor brasileiro com relação a possíveis mudanças é compreensível

A embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, Liliana Ayalde, disse que a eleição de Donald Trump não implicará em prejuízo para as relações comerciais entre os dois países. A declaração foi feita em um seminário na Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham), na capital paulista, nesta quinta-feira (17).

“O interesse básico com os Estados Unidos em fazer parcerias não vai mudar, não importa quem esteja na Casa Branca”, disse. “Estou confiante de que continuaremos a aprofundar as relações [comerciais] com o novo presidente”, completou a embaixadora.

Liliana afirmou que eleições geram incertezas, e que o temor brasileiro com relação a possíveis mudanças é compreensível. “Precisamos buscar maneiras de estreitar vínculos econômicos e comerciais, o que tratá benefícios para os dois países e pode ajudar a tirar o Brasil da crise”. A embaixadora mostrou-se favorável às propostas de redução do Custo Brasil para tornar o país mais competitivo.

O comércio entre os dois países, segundo a embaixadora, movimenta 100 bilhões de dólares por ano, com perspectiva de crescimento nos próximos anos. As parcerias comerciais valorizadas pelo país norte-americano vão desde grandes empresas como Embraer a média e pequenas empresas. Liliana estima que o investimento dos Estados Unidos no Brasil gire em torno de 112 bilhões de dólares.

Donald Trump foi eleito o futuro presidente dos Estados Unidos na madrugada do último dia 9
Reprodução/CNN
Donald Trump foi eleito o futuro presidente dos Estados Unidos na madrugada do último dia 9

Hélio Magalhães, presidente do conselho de administração da Amcham, ressaltou que as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos estiveram paralisadas por muitos anos. “Havia uma simpatia, mas nada de concreto era feito”, criticou. As novas perspectivas no Brasil, no entanto, devem acelerar os negócios, mesmo com a mudança presidencial nos Estados Unidos, na opinião de Hélio.

Turismo entre os dois países

Para a embaixadora, o intercâmbio educacional e o turismo entre os dois países também devem ser mantidos. “Temos que incentivar o maior número de turistas com mecanismos que facilitem as viagens nas duas direções”, disse.

Outro laço que deve se estreitado entre os países é na questão da segurança, de acordo com Liliana. Iniciativas como cooperação, troca de informações e o combate à lavagem de dinheiro são defendidos pela embaixadora.

“Vimos os atentados em Paris. Os terroristas não fazem distinção entre a nacionalidade das vítimas, com armas de destruição em massa. O Brasil é um forte e seguro parceiro na promoção da paz no mundo”, disse a embaixadora dos Estados Unidos.

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